Antes de qualquer linha sobre a crônica de hoje, não, eu não fui abduzida, sequestrada, assassinada ou algo assim, até porque não disponho de recursos para manter um ghost writter que pudesse escrever para mim e ludibria-los caso algo tivesse ocorrido com minha mente "brilhante"... E vamos convir que poucos aceitariam esta função, caso a vaca do meu quintal fosse robusta e eu pudesse bancar o tal profissional. Enfim, andei sumida porque pasmem: Também tenho uma vida e sofro do mesmo mal da humanidade que existe neste século. Falta de tempo. Tendo esclarecido este tópico, passemos ao que interessa.
Por motivos técnicos de falta de telepatia para acessar labirintos internos que não os meus - embora eu obviamente vá deduzir muito sobre os seus ou não seria eu a escrever - , o tema do post é exatamente o que eu quero esclarecer aqui, nem mais, nem menos. Não existe nada oculto e existe todo o oculto possivel dentro de cada um de nós. Ruas, curvas, abismos, atalhos e refúgios e ao longo de nossa vida, no decorrer dos acontecimentos amontoados em nossa jornada, um dos lugares acima são acessados. Ou lacrados para todo o sempre, levando-se em conta que o todo sempre nesta vida ainda é uma suposição espiritual/científica e isso não se discute.
Pois bem, ninguém, eu ratifico aqui, NINGUÉM conhece todos os caminhos dentro de si mesmo até que tenha que realmente acessá-los, como a famosa "sala precisa" existente nos filmes de Harry Potter, onde o lugar exato aparecia para a pessoa que realmente necessitasse dele no mometo exato, não abrindo brechas para indecisões ou "talveres". O problema da vida real é que nada é tão certo e simples como parece ou se é, alguém dificulta, não é? Porque em todas as nossas encruzilhadas na vida, a indecisão sempre esteve presente, quase como uma entidade sobrenatural a tentar nosso livre arbítrio pelo simples prazer de tripudiar em cima de nossas escolhas errôneas a posteriori. Pois bem, nossa vida não tem autor para nos salvar das enrascadas que nós mesmos nos metemos, então o mais sensato é encarar o labirinto de possibilidades que nos cercam de peito aberto e coração na boca.
Sim, sim, sim, sim, sim. Nossos labirintos são criados única e exclusivamente por nós mesmos, por isso são pessoais e instransferíveis. Todos podemos ter nosso destino pré-determinado, mas como o alcançaremos ou se chegaremos inteiros no final, fica por nossa conta. Cada um enfrenta seu labirinto como bem lhe aprouver, longe de mim dar coordenadas, mal lido com o meu. Cada dia descubro um caminho novo e muitos deles me levam a lugar nenhum, ou pior, ao ponto de partida. Porque pior?
Boa pergunta!
Talvez devamos retroceder dois passos para darmos três mais adiante.
Vejam bem, eu não acredito em acaso, na minha mente tortuosa tudo tem um sentido e se é nisso que acredito, não adianta tentar fazer o caminho que os outros acham melhor que eu faça porque para eles foi efetivo. Nossa vida não é uma matemática, nossa mente é um buraco negro de opções e ninguém deveria desejar viver a vida que outrem escolheu e este sujeito não deveria ter o direito de sequer cogitar ou supor que a sua maneira de sobreviver ao labirinto seja mais atraente ou mais eficaz. Portanto, faça besteira, erre, entre no beco sem saída, mas não fique estagnado. Não enxergue seu labirinto pessoal como inimigo porque é ele quem te dá os subterfúgios necessários para viver a SUA VIDA. Não queira percorrer outros labirintos que não o seu, já que cada um tem o que merece e faz por merecer aquilo que tem.
Pense nisso e talvez, apenas talvez, você descubra que chegou a hora de substituir a pergunta "Por que?" e passe a exercitar a "Para que?"
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