domingo, 31 de março de 2013

Breathe... E as peculiaridades sobre isso.

 Estava vendo agora mesmo um clipe da banda Paramore no meu net e me ocorreu de escrever sobre... Breathe, esse é o nome. Linda letra, melodia e tietagem á parte, gosto da banda por N motivos, senti que o tema veio a calhar...
 Respirar... Todos nós, mesmo que a contragosto, automaticamente, roboticamente ou insistentemente precisamos, certo?
 ERRADO.
 Calma, queridos... É claro que inspiramos e expiramos em seguida, mas RESPIRAMOS mesmo? Em sua TOTALIDADE de gestos, sentimentos, esforços e afins???
 Hoje eu vi um filme romântico, desses açucarados, que ou você ama ou odeia. Pois bem... Desde Orgulho e Preconceito, não presto atenção devida a longas do gênero, por falta de tempo e VONTADE e devo admitir que Meu querido John fez-me olhar dentro de mim mesmo. Não por se tratar de uma sacanagem com o mocinho do início ao fim da trama, muito menos pelo fato da mocinha ser altruísta ao extremo, até porque este tipo de atitude é rara hoje em dia, mas pelo desenrolar dos acontecimentos em si. Me fez pensar nos romances como um todo, na forma como o tópico - porque infelizmente hoje em dia o sentimento citado no post é tratado como nada além de um vasto campo de concórdias e discórdias - se desenvolve ao longo do filme e devo admitir que não se criam mais amores como antigamente... Aliás, não se sente e muito menos se vive este sentimento tão perturbador, intenso e vital como em outrora. E isso doeu. Sim, doeu. Porque a magia do amor eterno, do olhar indescritível, do pulsar nas veias, do acelerar do coração se perdeu ao longo da evolução humana... E chega a ser quase um escárnio evoluirmos e deixarmos de amar incondicionalmente. Ou estou equivocada? Me belisquem deste sonho/pesadelo, então... Mostrem-me amores que duram mais que uma noite, onde a frase "eu te amo" não significa bom-dia e todos se mantém fiéis a seus corações...
 Que corações????
 Pois é... Se evoluir significa deixar de amar, devo mesmo ter um modo muito "peculiar" de ver e viver a vida.
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Calcanhar de Aquiles do amor eterno de cada um...

"O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te."

E essa frase de William Shakespeare abre e encerra o post de hoje. Não por sua insensatez, improbabilidade ou inércia... As palavras acima não fazem sentido e paradoxalmente todo o sentido fazem. Porque certos sentimentos não carecem de explicações. Algumas certezas independem de nossa vontade, realidade e muito menos raciocínio para ganhar espaço e fincar raízes em nosso íntimo. O amor bruto, inlapidado, unilateral e extremo é um eco em meio ao espaço infinito de nossa alma. Amar profundamente uma criatura que não faca parte de nosso corpo físico é como mergulhar nas águas turbulentas de um mar agitado e ter a sensação do afogamento por um lago brando, de águas inertes e insípidas. Vive-se um vida inteira de conquistas, paixões, relacionamentos, tarefas e atividades, que perdem o sentido real quando o mistério do que cada um de nós guarda dentro de nosso abismo interior submerge diante de nossos olhos, sobrepujando a pseudo-realidade que ingenuamente construímos para nós, em cima de escombros sem pilares.
O amor real é isso. Incongruência, rebeldia, o algoz e o pacificador. Sem idade, sem hora, sem lugar e inoportuno. A sentença antiga que cobra sua penitência atual.
E cada um que cuide de seu "calcanhar de Aquiles"...