Respirar... Todos nós, mesmo que a contragosto, automaticamente, roboticamente ou insistentemente precisamos, certo?
ERRADO.
Calma, queridos... É claro que inspiramos e expiramos em seguida, mas RESPIRAMOS mesmo? Em sua TOTALIDADE de gestos, sentimentos, esforços e afins???
Hoje eu vi um filme romântico, desses açucarados, que ou você ama ou odeia. Pois bem... Desde Orgulho e Preconceito, não presto atenção devida a longas do gênero, por falta de tempo e VONTADE e devo admitir que Meu querido John fez-me olhar dentro de mim mesmo. Não por se tratar de uma sacanagem com o mocinho do início ao fim da trama, muito menos pelo fato da mocinha ser altruísta ao extremo, até porque este tipo de atitude é rara hoje em dia, mas pelo desenrolar dos acontecimentos em si. Me fez pensar nos romances como um todo, na forma como o tópico - porque infelizmente hoje em dia o sentimento citado no post é tratado como nada além de um vasto campo de concórdias e discórdias - se desenvolve ao longo do filme e devo admitir que não se criam mais amores como antigamente... Aliás, não se sente e muito menos se vive este sentimento tão perturbador, intenso e vital como em outrora. E isso doeu. Sim, doeu. Porque a magia do amor eterno, do olhar indescritível, do pulsar nas veias, do acelerar do coração se perdeu ao longo da evolução humana... E chega a ser quase um escárnio evoluirmos e deixarmos de amar incondicionalmente. Ou estou equivocada? Me belisquem deste sonho/pesadelo, então... Mostrem-me amores que duram mais que uma noite, onde a frase "eu te amo" não significa bom-dia e todos se mantém fiéis a seus corações...
Que corações????
Pois é... Se evoluir significa deixar de amar, devo mesmo ter um modo muito "peculiar" de ver e viver a vida.