terça-feira, 29 de maio de 2012

She will be loved - DOWNLOAD

Após um exaustivo dia de trabalho burocrático, com números e planilhas flutuando em minha mente, encerrei o expediente com o bom e velho repertório musical que guardo em meu net. Zapeando a lista, deparei-me com a música "She will be loved" que não é particularmente nova, mas ganhou um novo significado para mim desde um episódio que vivi protagonizado por ela...
Vou lhes confessar uma coisa: Há um tempinho atrás, recebi uma mensagem de voz com esta música. Não inteira, apenas o trecho final, que desde então eu guardo com carinho na memória... Apenas uma estrofe, mas que me marcou muito, porque mesmo que eu nunca venha a saber o autor de tamanha declaração, já que fiz o favor de apagar a mensagem (Nem adianta me xingar, já me perguntei zilhões de vezes como pude ser tão estúpida e ainda não encontrei a resposta) senti-me querida, desejada. E sim, pessoal, sou obrigada a admitir mesmo a contragosto, que me senti amada com aquele singelo gesto como nunca antes na vida. Chega a ser irônico, mas é verdade. Num mundo onde as pessoas escondem a todo e qualquer custo o que realmente sentem com o pseudo-medo de se machucarem, o que acaba acontecendo, pois AMAR é quase uma função vital para nossa espécie, pequenas demonstrações como a citaca acima tomam proporções quase fantasmagóricas com um brilho que beira ao sobrenatural, quando na realidade deveriam ser uma simples e natural demonstração de apreço e afeto...
Mas o ser humano é um bicho meio complicado, né? Decifrá-los não me cabe e creio que nem a ninguém aqui... Mas bem que poderíamos tentar ser um pouco mais "gente"...

A música está aí para quem quiser ouvir, basta clicar no título do post... E apesar de apagada no celular, ela ficará por muito e muito tempo gravada em meu coração...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quando a atração fica FATAL

Todos que lêem meu blog já viram ou ao menos ouviram falar do filme "Atraçào fatal" estrelado por Michael Douglas e Glen Close... NÃO é do "meu tempo", aproveito para ressaltar, mas sim, o vi alguns anos (não importa quantos) depois...
Na vida REAL, talvez o caso acima acabe em pancadaria e até morte, mas como sei que somos seres razoavelmente racionais, não vou abordar o aspecto puramente "físico" desta dinâmica doentia cujo resultado amplamente variado aponta uma gama de desfechos, exceto o tão almejado "final feliz".
Desde a tenra idade, aprendemos que dosar tudo é saudável e toda aquela baboseira ética/politicamente correta de convivência social que martelam em nossas mentes é o caminho para se tornar um cidadão de bem, mas em dado momento, uma atração (seja sexual ou sentimental) torna-se o centro das atenções e outras funções antes consideradas vitais, como comer e dormir por exemplo, passam a ser secundárias e pensar no trabalho já não parece tão atraente e importante como desejar, lembrar, pensar e fantasiar tendo o objeto de desejo como ator único e principal de um teatrinho criado com o intuito de aliviar as angústias e dúvidas em relaçào ao ser que literalmente tomou conta de tudo, até que a patologia evolua tanto que viver a própria vida já não parece o suficiente.
E é aí que mora o perigo... E um BAITA perigo, porque o desejo é natural, sofrer de amor é um mal "quase" necessário, mas a estrada "obcecado (a)" nunca leva para um bom lugar. E o pior disto tudo é que SUTILMENTE o próprio coração de conluio com a mente, obviamente, enche o saco com alertas e avisos, em muitas, esmagadoras vezes, eu diria, IGNORADOS.
A Obsessào é uma doença. Da alma, espiritual, capricho ou falta de vergonha na cara mesmo. Não importa a fonte e sim o ESTRAGO que ela proporciona no final.
E aí vem a pergunta que não quer calar, ou melhor, duas: O que um obcecado faz quando atinge finalmente seu objetivo e "aprisiona" o objeto de desejo? (Porque a obsessão NÃO leva em consideração a humanidade muito menos a individualidade de ninguém e simplesmente "passa por cima" deste "detalhe" como um rolo compressor)e a mais devastadora questão: Como se sentiria se fosse VOCÊ o tal objeto/objetivo?
Aff, uma última, para não perder o costume: Onde entra O RESPEITO nesta história? Vale a pena ser desejado além de seu próprio eu?
Eu sei minha IMUTÁVEL resposta. Espero que também tenha a sua.

sábado, 19 de maio de 2012

Estar SEMPRE BEM E SORRIDENTE dá muito trabalho... Mas vale a pena?

Há quem diga que vale. Mas tenho minhas dúvidas. Pois é, hoje "não estou muito boa" para introduções e no mais, acho que entenderam ao que me referi com a frase acima.
Ser sempre a pessoa "de bem com a vida", agradabilíssima, que todos adoram e a quem recorrem em seus momentos de tristeza e insegurança, a quem contam seus segredos mais ocultos e a quem acordam no meio da noite sem misericórdia e despejam seus mais terríveis pecados realmente requer muita energia... Energia esta que muitas vezes não se tem para si próprio, porque o que sobra depois de um dia de batalha é extraído pelos outros como se explora uma "Serra pelada"... E não se queixe, meu caro (a), você quis assim e se não, no mínimo permitiu que assim fosse.
Enfim, sem a pretenção sórdida de se procurar culpados para sua atual "sócio-ocupação" de "amigo(a) para o que der e vier" , mas "der" que "vier", obviamente, porque é disso que se trata o post, vamos ao X da questão...
A quem recorre quando o "carente, triste, desanimado, preocupado, angustidado e desiludido" do momento é você?
Ahá! Se pensaste por um segundo imaginário que a pergunta supracitada era o tal X que te incomoda agora, engana-se meu bem... É ainda PIOR... A RESPOSTA que MATA. Graças a Deus não literalmente...
O que faz rever a forma como se conduz certas situações e em como a postura perante a vida é vista pelos que te cercam. E que deveria fazer entender que NINGUÉM está acima da razão, somos todos seres humanos, com "sentimentos" e querer estar "sempre bem" pode ser a forma vil e mesquinha do mais puro egoísmo e falsa pretensào de achar que se pode resolver os próprios problemas através dos alheios.
E a pergunta que não quer calar ecoa na mente em momentos em que a melancolia da humanidade (não importa o motivo) instala-se no coração: Vale a pena?

domingo, 13 de maio de 2012

MÃE...

Hoje é o segundo domingo de Maio, dia tradicionalmente conhecido e comemorado como DIA DAS MÃES... Eu AMO minha mãe de todo meu coração e dentro das minhas possibilidades (desenvolvidas com a ajuda VITAL dela), tento lhe proporcionar o melhor. Se você tem a sua mãe, ame-a, valorize-a. Se ela já se foi, lembre-se dela. Não com tristeza, mas com saudade. Ela olha por você onde está. E sabe qual é o melhor disso tudo? Ela NÃO precisa esperar a data acima para ser lembrada, porque de alguma maneira milagrosa ela está com você... E você é uma parte MUITO IMPORTANTE dela. Portanto, trate-se com o carinho e respeito que Ela merece.
Selecionei um texto que li pela internet, de Lena Gino para ilustrar a complexidade desta "função"...

Que mãe é essa?

Tem bicho mais estranho do que mãe?
Mãe é alma contraditória.
É alegria no choro.
É carinho na raiva.
É o sim no não.

Só mãe mesmo pra ser o oposto...
E depois o contrário de novo.

Vai ver que é porque filho não vem com manual de instrução. e pra conduzir as crias no mundo, ela usa só de intuição, pra tentar fazer tudo direito.

Mas como pode ser assim, tão incoerente?

Ela diz:
Filho, você não come nada...
E logo se contradiz:
Para de comer, que eu tô botando o jantar!

E aí ela lamenta:
Ai, que eu não vejo a hora desse menino crescer!
Mas logo se arrepende:
Deixa que eu faço, você ainda é uma criança...

E quando ela manda:
Tira essa roupa quente, menina!
E logo em seguida:
Veste o casaco, quer pegar um resfriado?

Esse menino dorme demais...
Esse menino não descansa...

Essa menina vive na rua!...
Filha, sai um pouquinho, vai pegar um sol...

Pois é, gente, que pessoa é essa que jura que nunca mais...
E no momento seguinte promete que vai ser pra sempre?

Essa pessoa é assim mesmo:
Igual e diferente de tudo o que a gente já viu.
É a fortaleza que aguenta o tranco, só pra não ver o filho chorar.
É o sorriso de orgulho escondido, só pra não se revelar.

Mãe dá uma canseira na gente.
E às vezes tira do sério...

Até que um dia a gente se depara com uma ausência insuportável:
É a mãe que vai embora, deixando um vazio enorme, escuro, silencioso.
E aí descobre que, mesmo errando, ela sabia de tudo, desde o início.
E fez de tudo pra acertar.
Porque criar filho não tem regra - é doação e amor simplesmente.

Então, se você tiver privilégio de abraçar sua mãe nesse segundo domingo de maio, agradeça, porque o presente é seu. E esteja certo:
Mesmo sem manual de instrução, ela continua aí, atrapalhada, contraditória...
Mas com o olhar atento, querendo entender como você funciona.
E fazendo de tudo pra você não falhar.

Feliz dia das mães!

sábado, 12 de maio de 2012

O que interfere no grau de exigência? A classe social ou a falta de opção?

Até que ponto a classe social, poder aquisitivo, status, fama ou qualquer outra definição "socioeconômica/intelectal" define o alto ou baixo grau da exigência de um indivíduo? Este questionamento me veio á mente hoje á tarde, por conta de uma visita para lá de infeliz que fiz a uma churrascaria em minha cidade... Vejam bem, queridos, SEMPRE prezei a humildade acima de tudo, sou moradora do subúrbio com MUITO ORGULHO, sou trabalhadora, honesta, no entanto ser pobre não faz de mim um ser ignorante, certo? Como meu trabalho exige que eu transite por vários bairros e cidades do estado onde vivo, posso afirmar sem falsa modéstia, que conheço razoavelmente a culinária oferecida em restaurantes, lanchonetes, cafés, botecos, barraquinhas da esquina e afins e que depois de MUITAS INDIGESTÕES (termo suave compatível com os possíveis nomes das consequências que sofrem TODOS que comem PORCARIAS na rua... rs), sei quando a comida é boa ou NÃO. E foi assim que joguei uma quantia considerável no lixo. É isso aí, rasguei dinheiro e isso faz de mim uma louca varrida... Ou exigente demais... Porque a churrascaria estava "bombando"... Jesus, Maria e José, como aquele povo todo paga a mesma coisa que pagariam num estabelecimento de RESPEITO na ZONA SUL, por exemplo, para comerem carne quase crua, mal temperada, com gosto de sei-lá-o-quê, queijo coalho que a barraquinha da esquina faz muito melhor, pão de alho embebido em ÓLEO, gelo com gosto de CLORO e ainda PAGAR CARO POR ISSO??? Ah, vc deve estar se perguntando porque eu citei a ZONA SUL como referência... Ok, eu explico COM PRAZER... No lugar em questão, mesmo falidas em algumas situações e vivendo de aparências, as pessoas que lá vivem mantém contato com coisas boas, bons serviços e boa comida... Se não na atualidade, tiveram um dia e esse conhecimento contribuiu bastante para o aumento do seu grau de exigência, certo? Quando não se experimenta outros sabores, outras marcas, aromas e lugares, não existe comparação. E foi esse o prisma que vislumbrei ao observar as expressões do mais puro prazer que a "santa ignorância" emprestava aos clientes que comiam aquela comida insossa incessantemente... Deus, como eu desejei aquela ignóbil sensação... Mas NÃO ROLOU. EU TENTEI! Depois de uma tarde de trabalho pesado, decidi levar meu sobrinho mais novo para um rodízio de pizza - ele ADORA pizza - , mas os lugares legais só abririam as 19hs e como quem tem fome tem pressa, aliás, para comer meu sobrinho não precisa necessariamente estar com fome, mas SEMPRE tem pressa, acabei cedendo a seus apelos famintos e desesperados e estacionei na tal churrascaria. Este meu sobrinho, que é também meu afilhado, pode-se chamar de "parceirinho" para todas as horas, está sempre em minha casa e vive me infernizando para levar ele para passear, entào, obviamente já fizemos muitas coisas juntos, inclusive comer em outros lugares... Bom, não vou me repetir e escrever novamente o quanto a comida era ruim, porque até agora meu estômago está embrulhado... E o dele também... Não faz mal, um bom efeverscente resolve e demos boas risadas com as comparações, pois ele ficou tão chocado quanto eu e me sinto até meio coruja em dizer que no quesito "sempre tentar enxergar algo positivo nas derrotas", ele se parece muito comigo. Acho que por isso nos damos tão bem... Mas isso é um papo para outro post. O quê? Você ainda NÃO achou o lado positivo de toda esta tragédia grega??? Vixi... Nem eu!!!

domingo, 6 de maio de 2012

Qual é o limite da paciência?

Quantas vezes você já ouviu a frase "minha paciência tem limite" na vida? Não, não precisa contar, até porque "time is money" e o meu é contadinho até nos segundos... Concentremo-nos na questão acima... E principalmente nas situações do cotidiano na qual a supracitada é dita... Numa fila de banco (geeeeeeente, existe bankline, pelo amor de Deus, né?) num caixa de supermercado (dessa não há como fugir) numa loja de roupas e afins (a mulherada passa o dia escolhendo, enchendo o saco do vendedor, mas a tal paciência se esgota como num passe de mágica quando chega a hora de pagar) e no entanto, é capaz de aguardar HORAS a fio por uma ligação que raramente é recebida, espera-se "pacientemente" que o objeto de desejo note a admiração e explica-se over and over again porque se atrasou para "aquele encontro" sem ao menos pensar na palavra tema do post... Afinal, alguém que me lê sabe qual é o limite da dita cuja? Porque seres impacientes e naturalmente inquietos, que discutem no trânsito, sofrem de insônia (qualquer semelhança com a minha pessoa NÃO é mera coincidência), evitam filas de qualquer espécie, carregam peso, faxinam a residência e falam sem parar mesmo quando acabam de arrancar um ciso (essa última inspirada em uma criatura teimosa que ainda acha que está certa em NÃO ter paciência com a própria cicatrização da boca) simplesmente transformam-se em monges tibetanos quando estão explicando algo para alguém que lhes é importante, podem esperar dias, semanas e até meses para conseguir um mero encontro fortuito e PACIENTEMENTE trabalham nos mesmos lugares, fazendo as MESMAS coisas, ENSINANDO os MESMOS métodos zilhões de vezes sem pestanejar??? Como sua paciência é medida? Ela encurta quando algo desagrada e estica a bel prazer? E se é assim que funciona, por quem a frase tema do post foi criada e em qual circunstância ela foi dita? NUNCA saberemos, mas uma coisa é certa: A paciência TEM MESMO LIMITE. Só nos resta descobrir qual é o nosso...