Hoje finalmente, depois de dez meses de 45 horas-aula de teoria assistidas na cauda da manhã, 20 horas totais, espaçadas em 6 meses, com 50 minutos de prática num volante duro, sem direção hidráulica a aliviar os débeis músculos dos meus bracinhos finos e um adiamento de avaliação de direção pelo nosso organizadíssimo orgão de trânsito, vulgo DETRAN, tive minhas aptidões de motorista testadas... Numa baliza decorada e um percurso ridículo... Mas é claro, com apenas esses requisitos preenchidos, os magos videntes do orgão citado saberão com certeza se o candidato a receber a CNH é apto ou não... Até porque todos sabemos que as horas intermináveis de engarrafamentos, ruas esburacadas, vias mal conservadas e veículos que fazem seu modesto carro popular parecer a pulga de um cachorro sarnento quando o ultrapassam sem ligar a seta, simplismente forçando caminho, não contam de nada... Afinal, nosso itinerário se baseia sempre na maldita baliza de setes barras infernais de PVC ou cano mesmo, pintados naquelas listas breguíssimas e no percurso, feito em uma via coletora, vale lembrar, onde o limite de velocidade máximo permitido é de 40km, mas o candidato nervoso e pressionado pelos "homens de azul" tem que desenvolver o carro, passando a terceira marcha... E ai dele se não " desenvolver o carro" no espaço de um poste...
Numa legislação que prega o bom senso na direção, redução de velocidade, mente e sangue limpo, sem álcool seria mais do que óbvio que não se poderia mensurar a perícia de um motorista com os dois bichos-papões baliza e percurso, que tem causado diversos pesadelos nos inocentes aspirantes a condutores de veículos, evoluindo gradativamente com as diversas reprovações e choros a quase uma doença... E contagiosa, diga-se de passagem...
Resumidamente, eu não passei. Fui reprovada ainda na baliza, nem tendo o prazer de ter contato com o vírus pestilento do percurso... Fiquei arrasada, devastada, me sentindo uma idiota. E por mais que meus colegas entoassem: Calma, eu já fui reprovado duas vezes, na quarta é que eu passei, tem que ter calma e todos aqueles velhos chavões usados para reconfortar, não conseguia tirar da mente o comentário infeliz que eu ouvi após a minha derrota total, imaginando minha conta bancária mais magra por causa do outro DUDA - sujeitinho mercenário este - que terei que pagar para passar por todo aquela tragédia grega novamente... _ Que bom, assim poderemos almoçar agora... (comentário proferido quando eu ainda nem havia saído do veículo) para quem sabe, poder desfrutar de minha tão sonhada PROVISÓRIA... Se eu conseguir, não é? Até porque, como são leitores inteligentes, notarão que meu prazo de 12 meses está expirando, me fazendo correr o risco de recomeçar todo o tormento...
Fui para a reunião mensal de minha empresa e depois fomos almoçar, no fim da tarde... Quando o expediente encerrou, pensei: Já que eu NÃO dirijo, pois fui REPROVADA, vou tomar uma caneca de chopp bem geladinho para espantar o calor de 40 graus que fez hoje... Imaginei cada um dos examinadores, que mais parecem as parcas ou os tão temidos dementadores de Azkaban observando a cena... A DESABILITADA saboreando uma caneca de meio litro de pura cevada... E álcool... Epa, não salive, você está dirigindo. rsrsrsrsrsrs
Bom, no fim das contas foram três canecas, mas eu aliviei parte de minha frustração com este gesto... E com os seis dígitos que deixei no salão que eu frequento...
MORAL DA HISTÓRIA: Quando algo sair de seu controle, seus planos irem por água abaixo ou for reprovada no exame de direção, embriague-se, vá até seu salão favorito a gaste, muito e com vontade... E admita sua derrota... Depilada, com as unhas, sombrancelhas e cabelos maravilhosos...
Esse é o espaço para quem gosta de se expressar livremente, jogar conversa fora, debater atualidades, falar mal da vida alheia, ler livros, filmes e seriados sem medo de ser feliz... Ou infeliz, dependendo do comentário (risos). Suas idéias e dicas serão muito bem-vindas, assim como você...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
A essência de conseguir
Meta, objetivo, foco, ideal...
Desbravar mares revoltos, cavar areias movediças, viver dias estressantes, dormir noites de tormenta...
Luta, batalha, guerra...
Conquista, gozo, vitória...
Não existe ganho sem ao menos uma das palavras acima... Não existe esplendor sem o apagar de algumas luzes...
Não existe portas abertas sem ao menos uma janela fechada...
Não há sentido em recomeçar outro caminho sem ter terminado o anterior...
Sem se esforçar, se dedicar, acreditar em si mesmo, permanecer fiel a propósitos e condutas, toda e cada hora gasta - sem espaços para arrependimentos, pois errar faz parte da nossa natureza- todas as intenções, rotas traçadas e planos arquitetados perdem completamente o sentido... Perdidos num tempo que já se esgotou.
Por isso, façamos da vida um tributo á natureza, numa rota de luz até o último segundo... E caminhemos sempre lado a lado com nosso ideal até o som da última badalada com a certeza de ter deixado uma trilha digna de ser seguida e de que ninguém além de nós mesmos sabemos o que realmente fomos... Amantes do sucesso e da luz... Até o fim.
Desbravar mares revoltos, cavar areias movediças, viver dias estressantes, dormir noites de tormenta...
Luta, batalha, guerra...
Conquista, gozo, vitória...
Não existe ganho sem ao menos uma das palavras acima... Não existe esplendor sem o apagar de algumas luzes...
Não existe portas abertas sem ao menos uma janela fechada...
Não há sentido em recomeçar outro caminho sem ter terminado o anterior...
Sem se esforçar, se dedicar, acreditar em si mesmo, permanecer fiel a propósitos e condutas, toda e cada hora gasta - sem espaços para arrependimentos, pois errar faz parte da nossa natureza- todas as intenções, rotas traçadas e planos arquitetados perdem completamente o sentido... Perdidos num tempo que já se esgotou.
Por isso, façamos da vida um tributo á natureza, numa rota de luz até o último segundo... E caminhemos sempre lado a lado com nosso ideal até o som da última badalada com a certeza de ter deixado uma trilha digna de ser seguida e de que ninguém além de nós mesmos sabemos o que realmente fomos... Amantes do sucesso e da luz... Até o fim.
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