O Marco merecia um final melhor...
Esse é o espaço para quem gosta de se expressar livremente, jogar conversa fora, debater atualidades, falar mal da vida alheia, ler livros, filmes e seriados sem medo de ser feliz... Ou infeliz, dependendo do comentário (risos). Suas idéias e dicas serão muito bem-vindas, assim como você...
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Nem tudo que começa bem...
Aí, as leitoras do Blog me pedem parar ler "Marco's Redemption"... Estava tudo muito bom, o ricaço, controlador, apaixonado, exclusivista, bom de cama e tudo mais... Do nada, a tal Natalie reencontra a mãe que milagrosamente arruma outro cara, dessa vez, bacana, que não tenta estuprá-la no quarto... Aí ela tem uma penca de filhos e o marido ainda a ama... Mesmo depois que ela apóia uma das crianças no quadril (Como uma aborígene, estando grávida do quarto filho apenas 7 anos depois como conta o epílogo)... E ainda espera uma crônica positiva??? PQP!!! Perdi três noites de sono, em pleno natal, para ler este final??? Vou te contar.... Estou PASSADA, BEGE, ENFURECIDA com este final... Se a autora queria encurtar a história, que criasse o volume dois... Mas daí a resolver questões complexas em duas linhas e reduzir QUATRO CRIANÇAS a duas páginas foi demais... Ela acabou com a obra simplesmente maculando o final... E que final...
domingo, 17 de novembro de 2013
Reflexões acerca da saga "peça-me o que quiser"
"Pideme lo que quieras", a trilogia espanhola que está enlouquecendo as mulheres de todo o continente e certamente fora dele, dão o que falar - e o que esbravejar, criticar, saborear, imaginar e tudo o mais que vier á mente (doentia ou não) de cada um é o tema do meu post.
Antes de mais nada, quero esclarecer aqui que escrevo crônicas, percepções que eu tenho como ser humano acima de tudo e de nada adianta irem no meu face me chamar de bruxa e requisitarem minha cremação em vida, até porque há muito passamos da época da inquisição. Estamos na era digital, da liberdade de expressão e por mais que algumas pessoas detestem o fato de eu não ter papas na língua - ou nos dedos, já que estou escrevendo - , minha opinião tem algum valor para alguém, haja visto que me pedem para ler todo o tipo de romance existente na atualidade ou fora dela e querem que eu escreva minha opinião... Por sadismo, masoquismo ou seja lá por qual motivo for. E eu leio e escrevo sim, sobre. Portanto, se não lhe apetece, não leia! (Ui, bem no estilo Jud... rsrsrs)
Enfim, o desabafo inicial foi sobre o artigo que escrevi sobre a trilogia 50 tons... Gente, o que eu disse de inverdade sobre o tão aclamado, desejado e traumatizado Christian Grey que ainda não sabemos? (Não postei aqui, apenas no Face e acreditem, tive dor de cabeça para mais de um mês).
O importante aqui é o tal do Iceman e de sua fogosa espanhola. Então, vamos "Não falar deles", pois os livros da Megan já se encarregam - e muito bem - disso, mas quero propor uma reflexão do tema.
Caros leitores, tendo lido ou não sobre as peripécias do casal e suas preferências sexuais nada ortodoxas, os livros abordam o assunto mais comentado e incompreendido de todos os tempos: O amor. Sim, sim, sim! Porque não importa se você gosta de Sexo Grupal, Swing, Ménage á Trois, Sado, Dominação ou Exclusividade, a história, como tantas outras, até os 50 tons de cinza, nos remetem a um só lugar: O amor e a cumplicidade de um relacionamento sólido e até onde se está disposto a ir para obtê-lo em sua plenitude. Li todos os três - Quatro, contando com a história do Bjorn - e cheguei a uma única e irrefutável conclusão: Este livro é um romance. E fala de amor. De relacionamento. De abrir - ou não - o coração. De viver - ou não - uma paixão. De deixar - ou não - que a paixão se transforme em cumplicidade e confiança. E isto, meus caros, independe da forma com a qual se leva seu estilo sexual de viver. No fim das contas, não importa a orientação sexual ou psicológica que você tenha, não importam seus paradigmas, anomalias ou pretensões...
Pode parecer repetitivo como o texto acima, ou maçante como o cotidiano, mas a realidade é nua, crua e uma só e consequentemente nos leva a uma única e inevitável rua sem saída: O amor e seu relacionamento com ele.
Simples assim.
E a pergunta que me resta fazer a mim mesma e a todos que me lêem é: Como anda seu relacionamento com o amor?
sábado, 17 de agosto de 2013
Os opostos realmente se atraem?
Vi recentemente uma charge sobre a máxima popular "Os opostos se atraem", onde o cartunista postava a dúvida irônica no fim: Mas vivem felizes para sempre?...
Sabem de uma coisa? Eu concordo. E lanço-lhes uma pergunta num tom nada irônico: Quem é que pode me dizer com PROPRIEDADE e CIÊNCIA quem é que vive feliz para sempre?
Ah, senhor cartunista, acorde para a vida! Esta dúvida não tem patente. Ninguém, em sã consciência está feliz o tempo inteiro, isso simplesmente não existe e vou lhe contar um segredinho, meu caro, é isso que faz a vida ficar tão interessante... Porque nunca sabemos o que esperar do outro.
Esta dúvida dúbia afeta a sinônimos, opostos, parecidos ou levemente simpatizantes que se atraem entre si. As discordâncias, diálogos inflamados, divergências de pensamentos e sentimentos, independem de qualquer denominação que se conheça. É uma equação, uma vulgarmente chamada DR que somente as duas partes envolvidas (Você e seu amor) podem resolver. Não existe esse papo de oposto. Ninguém que divide um relacionamento vive em paz e tranquilidade suprema o tempo inteiro e se vive, se liga, porque está ERRADO! Quando realmente amamos e acima de tudo, respeitamos nosso parceiro (a), obviamente levaremos em consideração suas opiniões mesmo que contrárias ás nossas.
Se você acha que estou instigando intrigas ou semeando discórdia, uma perguntinha ao estilo do cartunista: O que seria do amarelo se todos gostassem apenas do azul?
É isso mesmo, usando clichês para ilustrar a realidade, porque torçam seus focinhos o quanto quiserem, ainda não se conseguiu superar em NADA a sabedoria popular e seus dizeres para lá de ambíguos...
Mas vamos nos focar no tema... Amar nem sempre é beijar, abraçar, acariciar, dar risada, elogiar ou fazer amor, sexo selvagem ou sei lá mais o quê. Amar é divergir também, é adaptar, mudar - desde que não anule nossa essência, porque perder identidade por outrem não é legal - e respeitar o espaço do outro.
Todos somos opostos, queridos. Porque somos distintos. Somos um, tentando nos adaptar a dois. E saber lidar com toda a energia - boa e ruim - que cada relacionamento absorve é o grande desafio, já que cada um e todos os nossos relacionamentos são únicos de uma forma bizarra que por mais que tentemos, nunca vamos entender. (Ai de quem compara - falaremos sobre isso em outra ocasião.)
Como diz um amigo a quem admiro muito pela sua sabedoria: "Cada ser é um universo". Sem ironias.
Sabem de uma coisa? Eu concordo. E lanço-lhes uma pergunta num tom nada irônico: Quem é que pode me dizer com PROPRIEDADE e CIÊNCIA quem é que vive feliz para sempre?
Ah, senhor cartunista, acorde para a vida! Esta dúvida não tem patente. Ninguém, em sã consciência está feliz o tempo inteiro, isso simplesmente não existe e vou lhe contar um segredinho, meu caro, é isso que faz a vida ficar tão interessante... Porque nunca sabemos o que esperar do outro.
Esta dúvida dúbia afeta a sinônimos, opostos, parecidos ou levemente simpatizantes que se atraem entre si. As discordâncias, diálogos inflamados, divergências de pensamentos e sentimentos, independem de qualquer denominação que se conheça. É uma equação, uma vulgarmente chamada DR que somente as duas partes envolvidas (Você e seu amor) podem resolver. Não existe esse papo de oposto. Ninguém que divide um relacionamento vive em paz e tranquilidade suprema o tempo inteiro e se vive, se liga, porque está ERRADO! Quando realmente amamos e acima de tudo, respeitamos nosso parceiro (a), obviamente levaremos em consideração suas opiniões mesmo que contrárias ás nossas.
Se você acha que estou instigando intrigas ou semeando discórdia, uma perguntinha ao estilo do cartunista: O que seria do amarelo se todos gostassem apenas do azul?
É isso mesmo, usando clichês para ilustrar a realidade, porque torçam seus focinhos o quanto quiserem, ainda não se conseguiu superar em NADA a sabedoria popular e seus dizeres para lá de ambíguos...
Mas vamos nos focar no tema... Amar nem sempre é beijar, abraçar, acariciar, dar risada, elogiar ou fazer amor, sexo selvagem ou sei lá mais o quê. Amar é divergir também, é adaptar, mudar - desde que não anule nossa essência, porque perder identidade por outrem não é legal - e respeitar o espaço do outro.
Todos somos opostos, queridos. Porque somos distintos. Somos um, tentando nos adaptar a dois. E saber lidar com toda a energia - boa e ruim - que cada relacionamento absorve é o grande desafio, já que cada um e todos os nossos relacionamentos são únicos de uma forma bizarra que por mais que tentemos, nunca vamos entender. (Ai de quem compara - falaremos sobre isso em outra ocasião.)
Como diz um amigo a quem admiro muito pela sua sabedoria: "Cada ser é um universo". Sem ironias.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Uma reflexão assertiva... Embora tardia
Bom, como muitos que me lêem sabem, eu admiro muito a Ana Carolina porque ela tem o dom maravilhoso de traduzir numa linda melodia - quase sempre a diaba escolhe direitinho o ritmo para cada estocada em nosso peito de fã - o que muitas vezes sentimos e não conseguimos expor em palavras... Bom, a Ana (Carolina), faz isso muito bem por sinal... Suas trilhas sonoras remetem o vizinho, amigo (a), amante, amor platônico, ex-namorado (a), atual, marido, mulher, filho, filha, tia, tio, avô, avó e até aquele colega de trabalho que você odeia a algum capítulo de suas próprias tragédias gregas. Pois bem, a Ana (Carolina) é isso aí. Ou você ama, ou odeia. Sem meio-termo.
Deixando a análise psicossomática, psiquiátrica e sentimental que resulta em todo dramalhão mexicano que isto acarreta, voltemos ao post. Estou voltando a escrever depois de algum tempo afastada da minha vasta e insandecida criatividade e obviamente, precisava de alguma "ferramenta" que me ajudasse a atrair a quase entidade que habita em mim e providencialmente esbarrei na música COMBUSTÍVEL, tema da novela que eu não assisto, então não vou perder meu tempo e o de vocês falando sobre... Mas a música sim... Ah, COMBUSTÍVEL... O Ritmo envolvente, a letra bem fundamentada e uma assertividade de emoções que poucos de nós temos... E não esqueçamos a coerente conclusão da letra... Tardia.
Sim, sim, sim... Vejam bem: Ela admite que se envolveu demais numa situação que podria ter evitado. Ratificou o fato dizendo que estava num momento sensível... Ahá!!! Mas é elementar, caros Watsons... A gente só se envolve quando está aberto a envolvimentos... Por fim, achei muito decente da parte dela proferir que o ser que a magoou não a deve nada, levando-se em conta que a maioria de nós mandaria o sujeito para a ponte que partiu...
O que ficou de lição nesta reflexão, embora tardia, assertiva?
Que todos nós (Eu disse TODOS), independente do grau de envolvimento, sensação, sinergia, amor á primeira vista, desejo incontrolável ou qualquer outra perdição que se conheça por ai, sentimos quando uma relação tende ou não para algum lugar... No caso do COMBUSTÍVEL, a lugar algum... É instintivo e natural se proteger de um perigo iminente. E graças a tal racionalidade, que cultuamos tão exacerbadamente sem a conhecermos em sua totalidade, escolhemos - ou não - atravessar o portal nebuloso do desconhecido. Nebuloso sim, mas perfeitamente enxergável pela lente implacável da mal interpretada racionalidade acima, fatalmente ignorada, como no caso desta música e achada depois, junto ao monte de caco que fica para catar quando tudo dá errado e a tal auto-análise (que poucos de nós fazem, volto a repetir) é feita.
Não seria muito melhor se conseguíssemos discernir o que é receio natural do que é sinal de`alerta enviado pelo nosso coração? Não seria mais sensato ir devagar, testar o terreno, desfiar o véu antes de se atirar na cortina de fumaça?
Ah, mas e o que seria da Ana (Carolina) e suas lindas "terapias" que acalentam nossos corações? Sobre o que conversaríamos se não houvessem corações partidos e arrependimentos?
Como já dizia a diva desde seus primeiros sucessos: "Que se danem os nós"...
sábado, 13 de abril de 2013
"Uma paixão forte por qualquer objeto assegurará o sucesso, porque o desejo pelo objetivo mostrará os meios".
Esta frase de William Hazlitt ilustra bem o que tento com todas as forças de minha alma elucidar aos leitores de meu blog... Pq tudo o que acima foi descrito resume-se a uma única, imutável e irrefutável palavra: ATITUDE.
E que atire a primeira pedra quem nunca perdeu um objetivo de vista por falta da supracitada.
Esta frase de William Hazlitt ilustra bem o que tento com todas as forças de minha alma elucidar aos leitores de meu blog... Pq tudo o que acima foi descrito resume-se a uma única, imutável e irrefutável palavra: ATITUDE.
E que atire a primeira pedra quem nunca perdeu um objetivo de vista por falta da supracitada.
domingo, 31 de março de 2013
Breathe... E as peculiaridades sobre isso.
Estava vendo agora mesmo um clipe da banda Paramore no meu net e me ocorreu de escrever sobre... Breathe, esse é o nome. Linda letra, melodia e tietagem á parte, gosto da banda por N motivos, senti que o tema veio a calhar...
Respirar... Todos nós, mesmo que a contragosto, automaticamente, roboticamente ou insistentemente precisamos, certo?
ERRADO.
Calma, queridos... É claro que inspiramos e expiramos em seguida, mas RESPIRAMOS mesmo? Em sua TOTALIDADE de gestos, sentimentos, esforços e afins???
Hoje eu vi um filme romântico, desses açucarados, que ou você ama ou odeia. Pois bem... Desde Orgulho e Preconceito, não presto atenção devida a longas do gênero, por falta de tempo e VONTADE e devo admitir que Meu querido John fez-me olhar dentro de mim mesmo. Não por se tratar de uma sacanagem com o mocinho do início ao fim da trama, muito menos pelo fato da mocinha ser altruísta ao extremo, até porque este tipo de atitude é rara hoje em dia, mas pelo desenrolar dos acontecimentos em si. Me fez pensar nos romances como um todo, na forma como o tópico - porque infelizmente hoje em dia o sentimento citado no post é tratado como nada além de um vasto campo de concórdias e discórdias - se desenvolve ao longo do filme e devo admitir que não se criam mais amores como antigamente... Aliás, não se sente e muito menos se vive este sentimento tão perturbador, intenso e vital como em outrora. E isso doeu. Sim, doeu. Porque a magia do amor eterno, do olhar indescritível, do pulsar nas veias, do acelerar do coração se perdeu ao longo da evolução humana... E chega a ser quase um escárnio evoluirmos e deixarmos de amar incondicionalmente. Ou estou equivocada? Me belisquem deste sonho/pesadelo, então... Mostrem-me amores que duram mais que uma noite, onde a frase "eu te amo" não significa bom-dia e todos se mantém fiéis a seus corações...
Que corações????
Pois é... Se evoluir significa deixar de amar, devo mesmo ter um modo muito "peculiar" de ver e viver a vida.
quinta-feira, 7 de março de 2013
O Calcanhar de Aquiles do amor eterno de cada um...
"O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te."
E essa frase de William Shakespeare abre e encerra o post de hoje. Não por sua insensatez, improbabilidade ou inércia... As palavras acima não fazem sentido e paradoxalmente todo o sentido fazem. Porque certos sentimentos não carecem de explicações. Algumas certezas independem de nossa vontade, realidade e muito menos raciocínio para ganhar espaço e fincar raízes em nosso íntimo. O amor bruto, inlapidado, unilateral e extremo é um eco em meio ao espaço infinito de nossa alma. Amar profundamente uma criatura que não faca parte de nosso corpo físico é como mergulhar nas águas turbulentas de um mar agitado e ter a sensação do afogamento por um lago brando, de águas inertes e insípidas. Vive-se um vida inteira de conquistas, paixões, relacionamentos, tarefas e atividades, que perdem o sentido real quando o mistério do que cada um de nós guarda dentro de nosso abismo interior submerge diante de nossos olhos, sobrepujando a pseudo-realidade que ingenuamente construímos para nós, em cima de escombros sem pilares.
O amor real é isso. Incongruência, rebeldia, o algoz e o pacificador. Sem idade, sem hora, sem lugar e inoportuno. A sentença antiga que cobra sua penitência atual.
E cada um que cuide de seu "calcanhar de Aquiles"...
E essa frase de William Shakespeare abre e encerra o post de hoje. Não por sua insensatez, improbabilidade ou inércia... As palavras acima não fazem sentido e paradoxalmente todo o sentido fazem. Porque certos sentimentos não carecem de explicações. Algumas certezas independem de nossa vontade, realidade e muito menos raciocínio para ganhar espaço e fincar raízes em nosso íntimo. O amor bruto, inlapidado, unilateral e extremo é um eco em meio ao espaço infinito de nossa alma. Amar profundamente uma criatura que não faca parte de nosso corpo físico é como mergulhar nas águas turbulentas de um mar agitado e ter a sensação do afogamento por um lago brando, de águas inertes e insípidas. Vive-se um vida inteira de conquistas, paixões, relacionamentos, tarefas e atividades, que perdem o sentido real quando o mistério do que cada um de nós guarda dentro de nosso abismo interior submerge diante de nossos olhos, sobrepujando a pseudo-realidade que ingenuamente construímos para nós, em cima de escombros sem pilares.
O amor real é isso. Incongruência, rebeldia, o algoz e o pacificador. Sem idade, sem hora, sem lugar e inoportuno. A sentença antiga que cobra sua penitência atual.
E cada um que cuide de seu "calcanhar de Aquiles"...
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Dilemas de uma mente sem respostas
"Fico pensando em quantas histórias devem se perder só porque um espera a iniciativa do outro."
A frase acima foi difícil de rebater... E digerir. Por um único, exclusivo e irrefutável motivo: Porque é VERDADE!
Muitos relacionamentos deixam de evoluir ou de florescer por conta das convenções sociais do momento certo, jeito certo, postura certa, palavra certa e afins. Muitos de nós deixamos passar OPORTUNIDADES ÚNICAS por causa do capricho supracitado. E vamos combinar que ninguém merece diminuir suas chances para inflar o EGO, certo?
Mas vamos voltar ao início do balaio que se transformou a bendita afirmação...
Estava eu, conversando com uma amiga por telefone, já que nossas rotinas atribuladas inibem o face-to-face e em meio a uma narrativa sobre um impasse amoroso que uma de nossas amigas em comum está passando, a célebre frase foi proferida. Juro que fiquei sem ação. Não por ter ingerido mais de uma... Ok, duas... Tá legal, mais de três latinhas de cerveja no decorrer do bate-papo e sim porque aquela frase NÃO SE ENCAIXOU NO CONTEXTO DO FATO. Mas isso é conversa para outra vida... O fato é que sim, a Renatinha estava certa e eu como tola alcoolizada perdida em meus próprios pensamentos boiantes no torpor da droga lícita, concordei em gênero, número e grau.
Por que deixamos isto acontecer??? Minha alma em profunda agonia poética (todo bêbado fica dramático) indagava sem cessar para meu íntimo que torpe, procurava em suas gavetas nebulosas pela sabotagem química, alguma resposta simples, sarcástica e fria para o dilema que ganhava força e forma dentro da rebelião que gradativamente se formava em meu íntimo.
Sou cínica, não vou negar a esta altura do campeonato, depois de todas estas postagens, mas existe um consenso acerca do fato acima destrinchado. Antes de mais nada, sou um ser humano e penso muito sobre este tipo de frase, que me remete a dilemas tão complexos quanto este. Nào há como negar, a gente deixa passar muita coisa BOA de ser vivida por medo de arriscar. E isso nada tem a ver com iniciativa. Fala sobre ORGULHO, a necessidade quase IRRASCÍVEL que temos de NÃO DEMOSNTRAR nossos VERDADEIROS sentimentos. E por quê, me digam?
Ah, deixa que eu mesma respondo: RECEIO DE SE MAGOAR... Mas já não nos magoamos o suficiente com a total e absoluta inflexão de atitudes que a frase acima implica? Só o bom senso de cada um pode responder. Mas fica no ar a dúvida...
Quanto custa a resposta?
MISTÉÉÉÉÉRIO...
A frase acima foi difícil de rebater... E digerir. Por um único, exclusivo e irrefutável motivo: Porque é VERDADE!
Muitos relacionamentos deixam de evoluir ou de florescer por conta das convenções sociais do momento certo, jeito certo, postura certa, palavra certa e afins. Muitos de nós deixamos passar OPORTUNIDADES ÚNICAS por causa do capricho supracitado. E vamos combinar que ninguém merece diminuir suas chances para inflar o EGO, certo?
Mas vamos voltar ao início do balaio que se transformou a bendita afirmação...
Estava eu, conversando com uma amiga por telefone, já que nossas rotinas atribuladas inibem o face-to-face e em meio a uma narrativa sobre um impasse amoroso que uma de nossas amigas em comum está passando, a célebre frase foi proferida. Juro que fiquei sem ação. Não por ter ingerido mais de uma... Ok, duas... Tá legal, mais de três latinhas de cerveja no decorrer do bate-papo e sim porque aquela frase NÃO SE ENCAIXOU NO CONTEXTO DO FATO. Mas isso é conversa para outra vida... O fato é que sim, a Renatinha estava certa e eu como tola alcoolizada perdida em meus próprios pensamentos boiantes no torpor da droga lícita, concordei em gênero, número e grau.
Por que deixamos isto acontecer??? Minha alma em profunda agonia poética (todo bêbado fica dramático) indagava sem cessar para meu íntimo que torpe, procurava em suas gavetas nebulosas pela sabotagem química, alguma resposta simples, sarcástica e fria para o dilema que ganhava força e forma dentro da rebelião que gradativamente se formava em meu íntimo.
Sou cínica, não vou negar a esta altura do campeonato, depois de todas estas postagens, mas existe um consenso acerca do fato acima destrinchado. Antes de mais nada, sou um ser humano e penso muito sobre este tipo de frase, que me remete a dilemas tão complexos quanto este. Nào há como negar, a gente deixa passar muita coisa BOA de ser vivida por medo de arriscar. E isso nada tem a ver com iniciativa. Fala sobre ORGULHO, a necessidade quase IRRASCÍVEL que temos de NÃO DEMOSNTRAR nossos VERDADEIROS sentimentos. E por quê, me digam?
Ah, deixa que eu mesma respondo: RECEIO DE SE MAGOAR... Mas já não nos magoamos o suficiente com a total e absoluta inflexão de atitudes que a frase acima implica? Só o bom senso de cada um pode responder. Mas fica no ar a dúvida...
Quanto custa a resposta?
MISTÉÉÉÉÉRIO...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Será mesmo???
"Ás Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!"
Queridos, estou pensando nesta frase de Bob Marley até agora e obtive várias hipóteses prováveis para esta afirmação, mas em todas elas, uma única pergunta está a martelar minha lógica sempre crítica: Será mesmo?
Vamos as tais:
1) O Bob se apaixonou perdidamente por alguém que aparentava sentir o mesmo, mas que só queria usá-lo... E sendo sensível e observador como era, não percebeu a farsa? Porque, me desculpem, por mais mentirosa e manipuladora que seja uma pessoa, em algum momento ela "escorregaria". E ele teria percebido... Ou não, se estava apaixonado e a paixão em muitos casos nos "cega" para os sinais da suposta. E foi a primeira vez que a pergunta cabal acima me catucou de leve.
2) O Bob simplesmente criou expectativas demais e a frase supõe que ele não quis admitir que o erro na verdade foi dele, que depositou esperanças em um solo infértil para o amor... Pouco provável. E a tal me cutucou com menos gentileza.
3) O Bob se apaixonou, entregou seu coração e de alguma forma que não temos como saber, já que ele está em outro plano hoje, não obteve de volta o que deu. Porque por mais que o amor seja desinteressado, é uma troca. Pode nào ser 100% justa, mas não acredito que ninguém ame ou deposite esperanças em outro sem esperar que seja ao menos correspondido no sentimento. O que me fez pensar na frase nua e crua, como ela foi escrita. Deixei a indagação título do post me sacudir e finalmente entendi que:
Não importa de que forma, como ou porquê a frase foi escrita. Ela foi proferida e como o Bob, muitos de nós em algum momento, nos deparamos com a "desilusão" que a frase exala. E ela dói. Simples assim. Sem erros ou acertos, culpas ou remorsos. A gente cria expectativa SIM. E as pessoas na maioria dos casos não a correspondem porque as expectativas são NOSSAS, não do outro. E neste exato momento a pérfida pergunta passou a ter sentido e maliciosamente me levou a muitas outras, impossíveis de repetir aqui...
Será mesmo???
Queridos, estou pensando nesta frase de Bob Marley até agora e obtive várias hipóteses prováveis para esta afirmação, mas em todas elas, uma única pergunta está a martelar minha lógica sempre crítica: Será mesmo?
Vamos as tais:
1) O Bob se apaixonou perdidamente por alguém que aparentava sentir o mesmo, mas que só queria usá-lo... E sendo sensível e observador como era, não percebeu a farsa? Porque, me desculpem, por mais mentirosa e manipuladora que seja uma pessoa, em algum momento ela "escorregaria". E ele teria percebido... Ou não, se estava apaixonado e a paixão em muitos casos nos "cega" para os sinais da suposta. E foi a primeira vez que a pergunta cabal acima me catucou de leve.
2) O Bob simplesmente criou expectativas demais e a frase supõe que ele não quis admitir que o erro na verdade foi dele, que depositou esperanças em um solo infértil para o amor... Pouco provável. E a tal me cutucou com menos gentileza.
3) O Bob se apaixonou, entregou seu coração e de alguma forma que não temos como saber, já que ele está em outro plano hoje, não obteve de volta o que deu. Porque por mais que o amor seja desinteressado, é uma troca. Pode nào ser 100% justa, mas não acredito que ninguém ame ou deposite esperanças em outro sem esperar que seja ao menos correspondido no sentimento. O que me fez pensar na frase nua e crua, como ela foi escrita. Deixei a indagação título do post me sacudir e finalmente entendi que:
Não importa de que forma, como ou porquê a frase foi escrita. Ela foi proferida e como o Bob, muitos de nós em algum momento, nos deparamos com a "desilusão" que a frase exala. E ela dói. Simples assim. Sem erros ou acertos, culpas ou remorsos. A gente cria expectativa SIM. E as pessoas na maioria dos casos não a correspondem porque as expectativas são NOSSAS, não do outro. E neste exato momento a pérfida pergunta passou a ter sentido e maliciosamente me levou a muitas outras, impossíveis de repetir aqui...
Será mesmo???
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Início, meio e FIM....
Na natureza, tudo nasce, cresce, reproduz e morre... Ouvimos tantas vezes esse processo na infância e nunca nos demos conta do quão verdadeira é a frase. Porque somos humanos, logo, fazemos parte da natureza não é?... E sim, queridos, temos que "morrer" para começar outra "vida"...
Nos relacionamentos deveria ser diferente???
Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu aprisionado a um caso, namoro, flerte, Xaveco ou sei-lá-mais-o-quê por simples falta de um FIM?
O fim é ESSENCIAL para seguir em frente. Não existe situação pior que um IMPASSE, o INACABADO. Os termos acima nos fazem sentir comprometidos com o passado que deveria ter seu cordão umbilical partido ou o que é pior, somos joguetes nas mãos de pessoas que não demonstram a mínima intenção de nos "libertar" das amarras invisíveis do "em aberto".
Sai fora, Rapá!!! Queremos viver a vida sem dívidas com o passado. Livres, leves, soltos e "desendividados" com outrem...
Então, amores, MÃOS Á OBRA!!!
Rompam com todas as correntes que lhe aprisionem ao que "talvez seja". Choremos, esperniemos, sofremos... Pelo fim. E não pela AUSÊNCIA DELE.
"Vire a página. Dê um ponto final nas coisas que te fazem mal. A vida é um círculo, não um quadrado. Tenha pressa de ser feliz, porque não sabemos quanto tempo nos resta"...
Você já virou sua página hoje?
Nos relacionamentos deveria ser diferente???
Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu aprisionado a um caso, namoro, flerte, Xaveco ou sei-lá-mais-o-quê por simples falta de um FIM?
O fim é ESSENCIAL para seguir em frente. Não existe situação pior que um IMPASSE, o INACABADO. Os termos acima nos fazem sentir comprometidos com o passado que deveria ter seu cordão umbilical partido ou o que é pior, somos joguetes nas mãos de pessoas que não demonstram a mínima intenção de nos "libertar" das amarras invisíveis do "em aberto".
Sai fora, Rapá!!! Queremos viver a vida sem dívidas com o passado. Livres, leves, soltos e "desendividados" com outrem...
Então, amores, MÃOS Á OBRA!!!
Rompam com todas as correntes que lhe aprisionem ao que "talvez seja". Choremos, esperniemos, sofremos... Pelo fim. E não pela AUSÊNCIA DELE.
"Vire a página. Dê um ponto final nas coisas que te fazem mal. A vida é um círculo, não um quadrado. Tenha pressa de ser feliz, porque não sabemos quanto tempo nos resta"...
Você já virou sua página hoje?
sábado, 12 de janeiro de 2013
Não culpe a era digital
Certa vez, ouvi de um amigo meu que "A era digital afasta as pessoas". Fiquei pensando sobre nossa conversa durante o dia seguinte ao nosso encontro face to face, já que raramente nos vimos devido ás nossas vidas atribuladas. O interessante a frisar, é que se não fosse pela tão taxativamente criticada internet, não manteríamos nossa amizade, que dura anos, graças ás nossas conversas quase diárias via msn, face, sms e afins... Oh, não, telefonemas, nem pensar!!! Só ouvimos a voz um do outro, olhamos um para o outro e criticamos penteados, quilos a mais (infelizmente no meu caso, porque a peste ainda arruma tempo para malhar) e olheiras quando nos vemos e creiam-me, acontece no máximo duas vezes ao ano... Mas deixando o tal human contact de lado e obviamente, os quilos a mais, voltemos ao post.
Existe uma real, absoluta e irrevogável verdade na frase que ele soltou em meio aos muitos drinks que dividimos, porém, seria correto afirmar que a ERA DIGITAL nos afasta um dos outros? Não deveríamos rever a questão, analisarmos nossos comportamentos e finalizarmos a filosofia com um honesto mea culpa? Por que somente a internet, nada mais que internet merece o título de vilã da história?
Definitivamente, não é a era virtual que nos afasta do tato, do olfato, da visão. Somos nós. Admitemos, queridos. Num tempo em que enviar um sms com meias palavras, abrir o perfil do objeto de desejo e literalmente acompanhar-lhe a vida (ou parte dela, se a pessoa for discreta e não postar tudo), chamar no bate-papo ou msn para conversar, seguro atrás da tela que esconde o suor das mãos, a ansiedade e o brilho do querer mais nos olhos passa a fazer parte de nosso cotidiano, deixamos nossa humanidade de lado - ou a melhor parte dela - e aprisionamos a nós mesmos dentro da solidão de uma tela com sabe-se lá quantos pixels... A realidade é que as pessoas não ligam mais, não procuram mais, não se arriscam mais por medo de se expor. Sim, na era digital as pessoas alimentam seus medos e deixam a coragem de outrora, que nos permitia correr atrás "pessoalmente" do que queríamos, morrer de inanição... Numa época cada vez mais longínqua, em que telefone era artigo de luxo e só se conquistava a pessoa amada pondo-se á sua frente.
Bons tempos aqueles... Tempos em que para encontrar era preciso procurar, para demonstrar era preciso olhar, sorrir e se entregar, para saber era preciso perguntar. Sinto falta, muita falta do tempo em que eu tinha certeza. A certeza de ter certeza se eu seria desejada, se eu seria correspondida ou seria rejeitada. Sinto falta do tempo em que somente pelo olhar eu sabia quando era hora de sair de cena, sem olhar para trás, sem palavras nem lamúrias, apenas a certeza de um olhar que a era digital ainda não conseguiu substituir.
E finalmente disse ao meu amigo que sentia falta da pessoa que eu costumava ser antes de todas estas "facilidades". Ele sorriu, assoprou a fumaça do cigarro que fumava para o teto e respondeu simplesmente:
- Não culpe a era digital.
Existe uma real, absoluta e irrevogável verdade na frase que ele soltou em meio aos muitos drinks que dividimos, porém, seria correto afirmar que a ERA DIGITAL nos afasta um dos outros? Não deveríamos rever a questão, analisarmos nossos comportamentos e finalizarmos a filosofia com um honesto mea culpa? Por que somente a internet, nada mais que internet merece o título de vilã da história?
Definitivamente, não é a era virtual que nos afasta do tato, do olfato, da visão. Somos nós. Admitemos, queridos. Num tempo em que enviar um sms com meias palavras, abrir o perfil do objeto de desejo e literalmente acompanhar-lhe a vida (ou parte dela, se a pessoa for discreta e não postar tudo), chamar no bate-papo ou msn para conversar, seguro atrás da tela que esconde o suor das mãos, a ansiedade e o brilho do querer mais nos olhos passa a fazer parte de nosso cotidiano, deixamos nossa humanidade de lado - ou a melhor parte dela - e aprisionamos a nós mesmos dentro da solidão de uma tela com sabe-se lá quantos pixels... A realidade é que as pessoas não ligam mais, não procuram mais, não se arriscam mais por medo de se expor. Sim, na era digital as pessoas alimentam seus medos e deixam a coragem de outrora, que nos permitia correr atrás "pessoalmente" do que queríamos, morrer de inanição... Numa época cada vez mais longínqua, em que telefone era artigo de luxo e só se conquistava a pessoa amada pondo-se á sua frente.
Bons tempos aqueles... Tempos em que para encontrar era preciso procurar, para demonstrar era preciso olhar, sorrir e se entregar, para saber era preciso perguntar. Sinto falta, muita falta do tempo em que eu tinha certeza. A certeza de ter certeza se eu seria desejada, se eu seria correspondida ou seria rejeitada. Sinto falta do tempo em que somente pelo olhar eu sabia quando era hora de sair de cena, sem olhar para trás, sem palavras nem lamúrias, apenas a certeza de um olhar que a era digital ainda não conseguiu substituir.
E finalmente disse ao meu amigo que sentia falta da pessoa que eu costumava ser antes de todas estas "facilidades". Ele sorriu, assoprou a fumaça do cigarro que fumava para o teto e respondeu simplesmente:
- Não culpe a era digital.
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