sexta-feira, 16 de novembro de 2012

De volta ao colegial

Estava revirando minhas coisas antigas atrás de uma apostila para emprestar ao meu sobrinho do meio quando me deparei com uma pasta roxa, velha e castigada pelo tempo num canto, esquecida. Ao abri-la, deparei-me com uma verdadeira "biblioteca" de memórias, fragmentadas em cartinhas, versinhos, poemas e fotos amareladas, tiradas de câmeras que nem existem mais... Adentrei no mundo ingênuo e juvenil do meu passado e achei um poema singelo, meigo e em contrapartida complexo, certamente escrito por alguém que nem havia experimentado em sua plenitude tais sentimentos descritos com tanta destreza...
Quero dividir com vocês.

"Eu te amo,
Tu não me amas.
Eu te quero,
Tu não me queres.
Eu te dou amor,
Tu me das amizade.
Eu te quero dar carinho,
Tu me das compreensão.
Sofro porque te quero
E outro sofre por querer para si o que te ofereço e rejeitas.
Por que o mundo é tão injusto?
Por que tanto sofrimento?
Somos quatro sofredores:
Ele porque me quer,
Eu porque te quero
E tu a padecer por ela,
Que sofre por não amar ninguém."

domingo, 11 de novembro de 2012

Ode ao desapego

 Soltar, entregar, deixar ir...
 Deixar Partir, fluir.
 Viver no presente
 Sem o peso do passado
 Sem expectativas
 Saber de nossa finitude,
 Saber que somos passageiros
 Sem posses, sem medo, sem culpas.

"Renuncie a esta toda parte e a esta alguma coisa em troca deste lugar nenhum e deste nada"...