Vi recentemente uma charge sobre a máxima popular "Os opostos se atraem", onde o cartunista postava a dúvida irônica no fim: Mas vivem felizes para sempre?...
Sabem de uma coisa? Eu concordo. E lanço-lhes uma pergunta num tom nada irônico: Quem é que pode me dizer com PROPRIEDADE e CIÊNCIA quem é que vive feliz para sempre?
Ah, senhor cartunista, acorde para a vida! Esta dúvida não tem patente. Ninguém, em sã consciência está feliz o tempo inteiro, isso simplesmente não existe e vou lhe contar um segredinho, meu caro, é isso que faz a vida ficar tão interessante... Porque nunca sabemos o que esperar do outro.
Esta dúvida dúbia afeta a sinônimos, opostos, parecidos ou levemente simpatizantes que se atraem entre si. As discordâncias, diálogos inflamados, divergências de pensamentos e sentimentos, independem de qualquer denominação que se conheça. É uma equação, uma vulgarmente chamada DR que somente as duas partes envolvidas (Você e seu amor) podem resolver. Não existe esse papo de oposto. Ninguém que divide um relacionamento vive em paz e tranquilidade suprema o tempo inteiro e se vive, se liga, porque está ERRADO! Quando realmente amamos e acima de tudo, respeitamos nosso parceiro (a), obviamente levaremos em consideração suas opiniões mesmo que contrárias ás nossas.
Se você acha que estou instigando intrigas ou semeando discórdia, uma perguntinha ao estilo do cartunista: O que seria do amarelo se todos gostassem apenas do azul?
É isso mesmo, usando clichês para ilustrar a realidade, porque torçam seus focinhos o quanto quiserem, ainda não se conseguiu superar em NADA a sabedoria popular e seus dizeres para lá de ambíguos...
Mas vamos nos focar no tema... Amar nem sempre é beijar, abraçar, acariciar, dar risada, elogiar ou fazer amor, sexo selvagem ou sei lá mais o quê. Amar é divergir também, é adaptar, mudar - desde que não anule nossa essência, porque perder identidade por outrem não é legal - e respeitar o espaço do outro.
Todos somos opostos, queridos. Porque somos distintos. Somos um, tentando nos adaptar a dois. E saber lidar com toda a energia - boa e ruim - que cada relacionamento absorve é o grande desafio, já que cada um e todos os nossos relacionamentos são únicos de uma forma bizarra que por mais que tentemos, nunca vamos entender. (Ai de quem compara - falaremos sobre isso em outra ocasião.)
Como diz um amigo a quem admiro muito pela sua sabedoria: "Cada ser é um universo". Sem ironias.
Esse é o espaço para quem gosta de se expressar livremente, jogar conversa fora, debater atualidades, falar mal da vida alheia, ler livros, filmes e seriados sem medo de ser feliz... Ou infeliz, dependendo do comentário (risos). Suas idéias e dicas serão muito bem-vindas, assim como você...
sábado, 17 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Uma reflexão assertiva... Embora tardia
Bom, como muitos que me lêem sabem, eu admiro muito a Ana Carolina porque ela tem o dom maravilhoso de traduzir numa linda melodia - quase sempre a diaba escolhe direitinho o ritmo para cada estocada em nosso peito de fã - o que muitas vezes sentimos e não conseguimos expor em palavras... Bom, a Ana (Carolina), faz isso muito bem por sinal... Suas trilhas sonoras remetem o vizinho, amigo (a), amante, amor platônico, ex-namorado (a), atual, marido, mulher, filho, filha, tia, tio, avô, avó e até aquele colega de trabalho que você odeia a algum capítulo de suas próprias tragédias gregas. Pois bem, a Ana (Carolina) é isso aí. Ou você ama, ou odeia. Sem meio-termo.
Deixando a análise psicossomática, psiquiátrica e sentimental que resulta em todo dramalhão mexicano que isto acarreta, voltemos ao post. Estou voltando a escrever depois de algum tempo afastada da minha vasta e insandecida criatividade e obviamente, precisava de alguma "ferramenta" que me ajudasse a atrair a quase entidade que habita em mim e providencialmente esbarrei na música COMBUSTÍVEL, tema da novela que eu não assisto, então não vou perder meu tempo e o de vocês falando sobre... Mas a música sim... Ah, COMBUSTÍVEL... O Ritmo envolvente, a letra bem fundamentada e uma assertividade de emoções que poucos de nós temos... E não esqueçamos a coerente conclusão da letra... Tardia.
Sim, sim, sim... Vejam bem: Ela admite que se envolveu demais numa situação que podria ter evitado. Ratificou o fato dizendo que estava num momento sensível... Ahá!!! Mas é elementar, caros Watsons... A gente só se envolve quando está aberto a envolvimentos... Por fim, achei muito decente da parte dela proferir que o ser que a magoou não a deve nada, levando-se em conta que a maioria de nós mandaria o sujeito para a ponte que partiu...
O que ficou de lição nesta reflexão, embora tardia, assertiva?
Que todos nós (Eu disse TODOS), independente do grau de envolvimento, sensação, sinergia, amor á primeira vista, desejo incontrolável ou qualquer outra perdição que se conheça por ai, sentimos quando uma relação tende ou não para algum lugar... No caso do COMBUSTÍVEL, a lugar algum... É instintivo e natural se proteger de um perigo iminente. E graças a tal racionalidade, que cultuamos tão exacerbadamente sem a conhecermos em sua totalidade, escolhemos - ou não - atravessar o portal nebuloso do desconhecido. Nebuloso sim, mas perfeitamente enxergável pela lente implacável da mal interpretada racionalidade acima, fatalmente ignorada, como no caso desta música e achada depois, junto ao monte de caco que fica para catar quando tudo dá errado e a tal auto-análise (que poucos de nós fazem, volto a repetir) é feita.
Não seria muito melhor se conseguíssemos discernir o que é receio natural do que é sinal de`alerta enviado pelo nosso coração? Não seria mais sensato ir devagar, testar o terreno, desfiar o véu antes de se atirar na cortina de fumaça?
Ah, mas e o que seria da Ana (Carolina) e suas lindas "terapias" que acalentam nossos corações? Sobre o que conversaríamos se não houvessem corações partidos e arrependimentos?
Como já dizia a diva desde seus primeiros sucessos: "Que se danem os nós"...
Assinar:
Postagens (Atom)