quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Por trás dos rótulos

Pai, mãe, filhos, irmãos, tios, primos, amigos, namorados, noivos, amantes, marido e mulher... Rótulos distintos inventados para denominar o grau de relevância de uma pessoa na vida de cada um de nós...
Rótulos são o que são. Imutáveis, inflexíveis, impessoais. Acho que as pessoas de um modo geral preocupam-se em rotular todo e qualquer ser que entra (ou sai) de suas vidas, mas sempre tive a curiosidade de saber se essas mesmas pessoas conhecem o ser por trás do rótulo. Inadvertidamente o rótulo pode não condizer ou não descrever em sua totalidade com o conteúdo do ser humano por trás do título escolhido para ele.
E se vivêssemos num mundo paralelo onde esta prática social de denominar coisas, pessoas ou momentos fosse irrelevante? Qual seria a importância do que se tem hoje? Você saberia diferenciar, qualificar e principalmente CONHECER a alma além das denominações?
Uma pessoa pode representar o mundo para um e ser um nada para outro. Você consegue decifrar este paradoxo? Eis a principal questão aqui. E consequentemente, a moral disto tudo...
 E no instante em que rótulos acoplam-se a seres dotados de sentimentos, idéias e propensos a mudanças, não se castram as verdadeiras funções daquele indivíduo em nossas vidas? Ou possuímos apenas uma vastidão de prateleiras vazias em nossos corações numa busca desenfreada por preenchimento aleatório?
 Cada um possui sua resposta. Espero nunca ter de rotular a minha. Seria como arrancar os olhos de um falcão impedindo-o de vislumbrar o horizonte de possibilidades á sua frente.