Na natureza, tudo nasce, cresce, reproduz e morre... Ouvimos tantas vezes esse processo na infância e nunca nos demos conta do quão verdadeira é a frase. Porque somos humanos, logo, fazemos parte da natureza não é?... E sim, queridos, temos que "morrer" para começar outra "vida"...
Nos relacionamentos deveria ser diferente???
Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu aprisionado a um caso, namoro, flerte, Xaveco ou sei-lá-mais-o-quê por simples falta de um FIM?
O fim é ESSENCIAL para seguir em frente. Não existe situação pior que um IMPASSE, o INACABADO. Os termos acima nos fazem sentir comprometidos com o passado que deveria ter seu cordão umbilical partido ou o que é pior, somos joguetes nas mãos de pessoas que não demonstram a mínima intenção de nos "libertar" das amarras invisíveis do "em aberto".
Sai fora, Rapá!!! Queremos viver a vida sem dívidas com o passado. Livres, leves, soltos e "desendividados" com outrem...
Então, amores, MÃOS Á OBRA!!!
Rompam com todas as correntes que lhe aprisionem ao que "talvez seja". Choremos, esperniemos, sofremos... Pelo fim. E não pela AUSÊNCIA DELE.
"Vire a página. Dê um ponto final nas coisas que te fazem mal. A vida é um círculo, não um quadrado. Tenha pressa de ser feliz, porque não sabemos quanto tempo nos resta"...
Você já virou sua página hoje?
Esse é o espaço para quem gosta de se expressar livremente, jogar conversa fora, debater atualidades, falar mal da vida alheia, ler livros, filmes e seriados sem medo de ser feliz... Ou infeliz, dependendo do comentário (risos). Suas idéias e dicas serão muito bem-vindas, assim como você...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Não culpe a era digital
Certa vez, ouvi de um amigo meu que "A era digital afasta as pessoas". Fiquei pensando sobre nossa conversa durante o dia seguinte ao nosso encontro face to face, já que raramente nos vimos devido ás nossas vidas atribuladas. O interessante a frisar, é que se não fosse pela tão taxativamente criticada internet, não manteríamos nossa amizade, que dura anos, graças ás nossas conversas quase diárias via msn, face, sms e afins... Oh, não, telefonemas, nem pensar!!! Só ouvimos a voz um do outro, olhamos um para o outro e criticamos penteados, quilos a mais (infelizmente no meu caso, porque a peste ainda arruma tempo para malhar) e olheiras quando nos vemos e creiam-me, acontece no máximo duas vezes ao ano... Mas deixando o tal human contact de lado e obviamente, os quilos a mais, voltemos ao post.
Existe uma real, absoluta e irrevogável verdade na frase que ele soltou em meio aos muitos drinks que dividimos, porém, seria correto afirmar que a ERA DIGITAL nos afasta um dos outros? Não deveríamos rever a questão, analisarmos nossos comportamentos e finalizarmos a filosofia com um honesto mea culpa? Por que somente a internet, nada mais que internet merece o título de vilã da história?
Definitivamente, não é a era virtual que nos afasta do tato, do olfato, da visão. Somos nós. Admitemos, queridos. Num tempo em que enviar um sms com meias palavras, abrir o perfil do objeto de desejo e literalmente acompanhar-lhe a vida (ou parte dela, se a pessoa for discreta e não postar tudo), chamar no bate-papo ou msn para conversar, seguro atrás da tela que esconde o suor das mãos, a ansiedade e o brilho do querer mais nos olhos passa a fazer parte de nosso cotidiano, deixamos nossa humanidade de lado - ou a melhor parte dela - e aprisionamos a nós mesmos dentro da solidão de uma tela com sabe-se lá quantos pixels... A realidade é que as pessoas não ligam mais, não procuram mais, não se arriscam mais por medo de se expor. Sim, na era digital as pessoas alimentam seus medos e deixam a coragem de outrora, que nos permitia correr atrás "pessoalmente" do que queríamos, morrer de inanição... Numa época cada vez mais longínqua, em que telefone era artigo de luxo e só se conquistava a pessoa amada pondo-se á sua frente.
Bons tempos aqueles... Tempos em que para encontrar era preciso procurar, para demonstrar era preciso olhar, sorrir e se entregar, para saber era preciso perguntar. Sinto falta, muita falta do tempo em que eu tinha certeza. A certeza de ter certeza se eu seria desejada, se eu seria correspondida ou seria rejeitada. Sinto falta do tempo em que somente pelo olhar eu sabia quando era hora de sair de cena, sem olhar para trás, sem palavras nem lamúrias, apenas a certeza de um olhar que a era digital ainda não conseguiu substituir.
E finalmente disse ao meu amigo que sentia falta da pessoa que eu costumava ser antes de todas estas "facilidades". Ele sorriu, assoprou a fumaça do cigarro que fumava para o teto e respondeu simplesmente:
- Não culpe a era digital.
Existe uma real, absoluta e irrevogável verdade na frase que ele soltou em meio aos muitos drinks que dividimos, porém, seria correto afirmar que a ERA DIGITAL nos afasta um dos outros? Não deveríamos rever a questão, analisarmos nossos comportamentos e finalizarmos a filosofia com um honesto mea culpa? Por que somente a internet, nada mais que internet merece o título de vilã da história?
Definitivamente, não é a era virtual que nos afasta do tato, do olfato, da visão. Somos nós. Admitemos, queridos. Num tempo em que enviar um sms com meias palavras, abrir o perfil do objeto de desejo e literalmente acompanhar-lhe a vida (ou parte dela, se a pessoa for discreta e não postar tudo), chamar no bate-papo ou msn para conversar, seguro atrás da tela que esconde o suor das mãos, a ansiedade e o brilho do querer mais nos olhos passa a fazer parte de nosso cotidiano, deixamos nossa humanidade de lado - ou a melhor parte dela - e aprisionamos a nós mesmos dentro da solidão de uma tela com sabe-se lá quantos pixels... A realidade é que as pessoas não ligam mais, não procuram mais, não se arriscam mais por medo de se expor. Sim, na era digital as pessoas alimentam seus medos e deixam a coragem de outrora, que nos permitia correr atrás "pessoalmente" do que queríamos, morrer de inanição... Numa época cada vez mais longínqua, em que telefone era artigo de luxo e só se conquistava a pessoa amada pondo-se á sua frente.
Bons tempos aqueles... Tempos em que para encontrar era preciso procurar, para demonstrar era preciso olhar, sorrir e se entregar, para saber era preciso perguntar. Sinto falta, muita falta do tempo em que eu tinha certeza. A certeza de ter certeza se eu seria desejada, se eu seria correspondida ou seria rejeitada. Sinto falta do tempo em que somente pelo olhar eu sabia quando era hora de sair de cena, sem olhar para trás, sem palavras nem lamúrias, apenas a certeza de um olhar que a era digital ainda não conseguiu substituir.
E finalmente disse ao meu amigo que sentia falta da pessoa que eu costumava ser antes de todas estas "facilidades". Ele sorriu, assoprou a fumaça do cigarro que fumava para o teto e respondeu simplesmente:
- Não culpe a era digital.
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