Ahá! Te peguei! Não é analogia á música do Legião Urbana... É apenas um leve plágio de título, mas o assunto é outro...
Eu poderia ter colocado "as muitas facetas de nós mesmos" ou "os muito que habitam em nós", mas ficaria meio mórbido e extenso, então resumi, porque "mais do mesmo" é exatamente sobre o quero escrever.
Somos um único ser com uma alma, certo? Até aí, nada novo... Você pode ser rabujento, chato, ciumento, sisudo, crítico e irônico e de repente ser descrito por alguém que você tenha conhecido como charmoso, inteligente, interessante, bem humorado, liberal ou até mesmo por uma outra pessoa como carinhoso, amoroso e apaixonado... Que confusão arrusmastes hein? Quem é você afinal?
Era nesse ponto que eu queria chegar... Ninguém além de VOCÊ sabe quem realmente habita por baixo desta "roupagem física". O ser humano no geral é flexível, adaptável e quando nos convém somos o que quisermos (Ou o que a pessoa que queremos conquistar - ou repelir - espera de nós). Por aí mesmo... Quem nunca foi chamado de frio e calculista por um e depois de meloso até demais por outro? E o que isso nos transforma? Em falsos, fingidos, dissimulados, manipuladores e metamorfos? Mas é claro que não! Somos apenas o produto de uma determinada interpretação inerente a nossas pretenções, ou nos transformamos em tal a fim de nos adaptarmos a certas personalidades que esbarram com a nossa no caminho e o resultado desta miscelânea pode sair completamente oposto ao que somos por dentro. E nem adianta desviar os olhos do post, a culpa é nossa mesmo. Inconscientemente ou não.
Eu já fui santa para alguns e pecadora para outros, fui burra para uns e inteligente mais adiante, deixei que me pisassem e pisei, dancei conforme o ritmo que cada pessoa que me interessava - ou não - me impôs e isso apenas me transformou numa eclética "dançarina" da vida. Junto a isto, obviamente nossa faceta "original" vai descortirnar-se em algum momento, mas até esse dia chegar, ao longo do percurso, ela sofrerá "adaptações" necessárias para sobrevivermos neste habitat nada natural criados por nossas próprias expectativas. Essa selva chama-se sociedade meus queridos, e o modo que nós, animais racionais reagimos a ela é este. Não importa como ou com quem nos relacionamos, a projeção de nossas múltiplas facetas se manifesta naturalmente, á medida que a necessidade surge. Não é uma questão de opinião, sexo ou classe social. É questão de raça, a NOSSA raça e são estas metamorfoses que tornam qualquer julgamento externo feito para nós e por nós tão injusto e incoerente.
Não importa a maneira que somos vistos pelo mundo e sim as circunstâncias que nos levaram a ser (ou estar) como somos, já que a lição final está clara em nossos corações: NUNCA SE ESQUEÇA DE QUEM REALMENTE É.
Priorize esta lição... É indispensável relembrá-la ao longo da vida.
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