quinta-feira, 7 de março de 2013

O Calcanhar de Aquiles do amor eterno de cada um...

"O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. conservar algo que faça eu recordar de ti seria o mesmo que admitir que eu pudesse esquecer-te."

E essa frase de William Shakespeare abre e encerra o post de hoje. Não por sua insensatez, improbabilidade ou inércia... As palavras acima não fazem sentido e paradoxalmente todo o sentido fazem. Porque certos sentimentos não carecem de explicações. Algumas certezas independem de nossa vontade, realidade e muito menos raciocínio para ganhar espaço e fincar raízes em nosso íntimo. O amor bruto, inlapidado, unilateral e extremo é um eco em meio ao espaço infinito de nossa alma. Amar profundamente uma criatura que não faca parte de nosso corpo físico é como mergulhar nas águas turbulentas de um mar agitado e ter a sensação do afogamento por um lago brando, de águas inertes e insípidas. Vive-se um vida inteira de conquistas, paixões, relacionamentos, tarefas e atividades, que perdem o sentido real quando o mistério do que cada um de nós guarda dentro de nosso abismo interior submerge diante de nossos olhos, sobrepujando a pseudo-realidade que ingenuamente construímos para nós, em cima de escombros sem pilares.
O amor real é isso. Incongruência, rebeldia, o algoz e o pacificador. Sem idade, sem hora, sem lugar e inoportuno. A sentença antiga que cobra sua penitência atual.
E cada um que cuide de seu "calcanhar de Aquiles"...

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