segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Uma reflexão assertiva... Embora tardia



Bom, como muitos que me lêem sabem, eu admiro muito a Ana Carolina porque ela tem o dom maravilhoso de traduzir numa linda melodia - quase sempre a diaba escolhe direitinho o ritmo para cada estocada em nosso peito de fã - o que muitas vezes sentimos e não conseguimos expor em palavras... Bom, a Ana (Carolina), faz isso muito bem por sinal... Suas trilhas sonoras remetem o vizinho, amigo (a), amante, amor platônico, ex-namorado (a), atual, marido, mulher, filho, filha, tia, tio, avô, avó e até aquele colega de trabalho que você odeia a algum capítulo de suas próprias tragédias gregas. Pois bem, a Ana (Carolina) é isso aí. Ou você ama, ou odeia. Sem meio-termo.
 Deixando a análise psicossomática, psiquiátrica e sentimental que resulta em todo dramalhão mexicano que isto acarreta, voltemos ao post. Estou voltando a escrever depois de algum tempo afastada da minha vasta e insandecida criatividade e obviamente, precisava de alguma "ferramenta" que me ajudasse a atrair a quase entidade que habita em mim e providencialmente esbarrei na música COMBUSTÍVEL, tema da novela que eu não assisto, então não vou perder meu tempo e o de vocês falando sobre... Mas a música sim... Ah, COMBUSTÍVEL... O Ritmo envolvente, a letra bem fundamentada e uma assertividade de emoções que poucos de nós temos... E não esqueçamos a coerente conclusão da letra... Tardia.
 Sim, sim, sim... Vejam bem: Ela admite que se envolveu demais numa situação que podria ter evitado. Ratificou o fato dizendo que estava num momento sensível... Ahá!!! Mas é elementar, caros Watsons... A gente só se envolve quando está aberto a envolvimentos... Por fim, achei muito decente da parte dela proferir que o ser que a magoou não a deve nada, levando-se em conta que a maioria de nós mandaria o sujeito para a ponte que partiu...
 O que ficou de lição nesta reflexão, embora tardia, assertiva?
 Que todos nós (Eu disse TODOS), independente do grau de envolvimento, sensação, sinergia, amor á primeira vista, desejo incontrolável ou qualquer outra perdição que se conheça por ai, sentimos quando uma relação tende ou não para algum lugar... No caso do COMBUSTÍVEL, a lugar algum... É instintivo e natural se proteger de um perigo iminente. E graças a tal racionalidade, que cultuamos tão exacerbadamente sem a conhecermos em sua totalidade, escolhemos - ou não - atravessar o portal nebuloso do desconhecido. Nebuloso sim, mas perfeitamente enxergável pela lente implacável da mal interpretada racionalidade acima, fatalmente ignorada, como no caso desta música e achada depois, junto ao monte de caco que fica para catar quando tudo dá errado e a tal auto-análise (que poucos de nós fazem, volto a repetir) é feita.
 Não seria muito melhor se conseguíssemos discernir o que é receio natural do que é sinal de`alerta enviado pelo nosso coração? Não seria mais sensato ir devagar, testar o terreno, desfiar o véu antes de se atirar na cortina de fumaça?
 Ah, mas e o que seria da Ana (Carolina) e suas lindas "terapias" que acalentam nossos corações? Sobre o que conversaríamos se não houvessem corações partidos e arrependimentos?

Como já dizia a diva desde seus primeiros sucessos: "Que se danem os nós"...

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