sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quando a atração fica FATAL

Todos que lêem meu blog já viram ou ao menos ouviram falar do filme "Atraçào fatal" estrelado por Michael Douglas e Glen Close... NÃO é do "meu tempo", aproveito para ressaltar, mas sim, o vi alguns anos (não importa quantos) depois...
Na vida REAL, talvez o caso acima acabe em pancadaria e até morte, mas como sei que somos seres razoavelmente racionais, não vou abordar o aspecto puramente "físico" desta dinâmica doentia cujo resultado amplamente variado aponta uma gama de desfechos, exceto o tão almejado "final feliz".
Desde a tenra idade, aprendemos que dosar tudo é saudável e toda aquela baboseira ética/politicamente correta de convivência social que martelam em nossas mentes é o caminho para se tornar um cidadão de bem, mas em dado momento, uma atração (seja sexual ou sentimental) torna-se o centro das atenções e outras funções antes consideradas vitais, como comer e dormir por exemplo, passam a ser secundárias e pensar no trabalho já não parece tão atraente e importante como desejar, lembrar, pensar e fantasiar tendo o objeto de desejo como ator único e principal de um teatrinho criado com o intuito de aliviar as angústias e dúvidas em relaçào ao ser que literalmente tomou conta de tudo, até que a patologia evolua tanto que viver a própria vida já não parece o suficiente.
E é aí que mora o perigo... E um BAITA perigo, porque o desejo é natural, sofrer de amor é um mal "quase" necessário, mas a estrada "obcecado (a)" nunca leva para um bom lugar. E o pior disto tudo é que SUTILMENTE o próprio coração de conluio com a mente, obviamente, enche o saco com alertas e avisos, em muitas, esmagadoras vezes, eu diria, IGNORADOS.
A Obsessào é uma doença. Da alma, espiritual, capricho ou falta de vergonha na cara mesmo. Não importa a fonte e sim o ESTRAGO que ela proporciona no final.
E aí vem a pergunta que não quer calar, ou melhor, duas: O que um obcecado faz quando atinge finalmente seu objetivo e "aprisiona" o objeto de desejo? (Porque a obsessão NÃO leva em consideração a humanidade muito menos a individualidade de ninguém e simplesmente "passa por cima" deste "detalhe" como um rolo compressor)e a mais devastadora questão: Como se sentiria se fosse VOCÊ o tal objeto/objetivo?
Aff, uma última, para não perder o costume: Onde entra O RESPEITO nesta história? Vale a pena ser desejado além de seu próprio eu?
Eu sei minha IMUTÁVEL resposta. Espero que também tenha a sua.

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