sábado, 12 de maio de 2012

O que interfere no grau de exigência? A classe social ou a falta de opção?

Até que ponto a classe social, poder aquisitivo, status, fama ou qualquer outra definição "socioeconômica/intelectal" define o alto ou baixo grau da exigência de um indivíduo? Este questionamento me veio á mente hoje á tarde, por conta de uma visita para lá de infeliz que fiz a uma churrascaria em minha cidade... Vejam bem, queridos, SEMPRE prezei a humildade acima de tudo, sou moradora do subúrbio com MUITO ORGULHO, sou trabalhadora, honesta, no entanto ser pobre não faz de mim um ser ignorante, certo? Como meu trabalho exige que eu transite por vários bairros e cidades do estado onde vivo, posso afirmar sem falsa modéstia, que conheço razoavelmente a culinária oferecida em restaurantes, lanchonetes, cafés, botecos, barraquinhas da esquina e afins e que depois de MUITAS INDIGESTÕES (termo suave compatível com os possíveis nomes das consequências que sofrem TODOS que comem PORCARIAS na rua... rs), sei quando a comida é boa ou NÃO. E foi assim que joguei uma quantia considerável no lixo. É isso aí, rasguei dinheiro e isso faz de mim uma louca varrida... Ou exigente demais... Porque a churrascaria estava "bombando"... Jesus, Maria e José, como aquele povo todo paga a mesma coisa que pagariam num estabelecimento de RESPEITO na ZONA SUL, por exemplo, para comerem carne quase crua, mal temperada, com gosto de sei-lá-o-quê, queijo coalho que a barraquinha da esquina faz muito melhor, pão de alho embebido em ÓLEO, gelo com gosto de CLORO e ainda PAGAR CARO POR ISSO??? Ah, vc deve estar se perguntando porque eu citei a ZONA SUL como referência... Ok, eu explico COM PRAZER... No lugar em questão, mesmo falidas em algumas situações e vivendo de aparências, as pessoas que lá vivem mantém contato com coisas boas, bons serviços e boa comida... Se não na atualidade, tiveram um dia e esse conhecimento contribuiu bastante para o aumento do seu grau de exigência, certo? Quando não se experimenta outros sabores, outras marcas, aromas e lugares, não existe comparação. E foi esse o prisma que vislumbrei ao observar as expressões do mais puro prazer que a "santa ignorância" emprestava aos clientes que comiam aquela comida insossa incessantemente... Deus, como eu desejei aquela ignóbil sensação... Mas NÃO ROLOU. EU TENTEI! Depois de uma tarde de trabalho pesado, decidi levar meu sobrinho mais novo para um rodízio de pizza - ele ADORA pizza - , mas os lugares legais só abririam as 19hs e como quem tem fome tem pressa, aliás, para comer meu sobrinho não precisa necessariamente estar com fome, mas SEMPRE tem pressa, acabei cedendo a seus apelos famintos e desesperados e estacionei na tal churrascaria. Este meu sobrinho, que é também meu afilhado, pode-se chamar de "parceirinho" para todas as horas, está sempre em minha casa e vive me infernizando para levar ele para passear, entào, obviamente já fizemos muitas coisas juntos, inclusive comer em outros lugares... Bom, não vou me repetir e escrever novamente o quanto a comida era ruim, porque até agora meu estômago está embrulhado... E o dele também... Não faz mal, um bom efeverscente resolve e demos boas risadas com as comparações, pois ele ficou tão chocado quanto eu e me sinto até meio coruja em dizer que no quesito "sempre tentar enxergar algo positivo nas derrotas", ele se parece muito comigo. Acho que por isso nos damos tão bem... Mas isso é um papo para outro post. O quê? Você ainda NÃO achou o lado positivo de toda esta tragédia grega??? Vixi... Nem eu!!!

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