"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura".
Esta afirmativa de Nietzsche é no mínimo curiosa. Há sempre um "quê" de loucura no amor... Até aí, ok... No entanto, onde achar alguma razão na loucura?
Bom, existe uma máxima que diz que o louco nunca admite o que é, mas e o apaixonado? Ele admite, creio... Pode ser para um amigo, um animal de estimação ou até a si próprio, seja por livre e espontânea vontade entre os lençóis na calada da noite, tendo o travesseiro como testemunha ocular ou a contragosto, diante do espelho da alma... Seja como for, admite-se a tal "condição"... Será que é nisso que reside a razão? Ou será que esta admissão transparece a loucura? Este é um dilema quase "Shakespeareano", que nos remete ao princípio de quem veio primeiro - O ovo ou a galinha - nesta conversa de doido. E é melhor parar por aqui ou acabaremos em algum episódio caseiro de The Big Bang Theory, discutindo o sentido da vida com Sheldon Cooper e seu caso amoroso com átomos...
Seja no pleno controle das faculdades mentais ou em meio á loucura, apesar de causar estragos irreparáveis e conduzir a um caminho sem volta, o ato de amar, de alguma forma insana, parece correto...
Hum... Uma boa LOUCURA a se cometer... Com toda RAZÃO do mundo.
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