Li no blog "Um ombro amigo" certa vez, um post muito interessante sobre quando se está sofrendo, na "fossa"... Ele dizia como é impressionante a capacidade das pessoas de se afundarem ainda mais na própria dor quando estão sofrendo de amor (Ou de qualquer outra mazela sentimental) trancando-se em seus quartos e mundos, ouvindo canções tristes, melosas e quase fúnebres enquanto as lágrimas se encarregam de lavar as feridas... Também citei algo semelhante aqui mesmo... Porque apesar de bizarro, este é um PÉSSIMO hábito de muitos de nós... Se você não contribui para engrossar esta estatística, parabéns!... Se ao contrário, seja bem-vindo ao clube!!!
Na minha opinião, cada um sofre de um jeito... Existem os depressivos que "gostam" de sofrer, os que "mergulham" nele e os que choram e se descabelam até que toda a dor tenha sido arrancada junto ás lágrimas curadoras ao som de Evanescence, Lady Antebellum, One Republic, Avril Lavigne, Ana Carolina ou qualquer outro de sua preferência que cante a "dor de cotovelo"... Este foi o meu caso.
Ontem na madrugada, já que o sofrimento cruel não me deixava ir para os braços do Morpheu, decidi entrar no Vagalume á procura das novas músicas da Ana e me deparei com uma artista que não ouvia há tempos... Ao clicar em "ouvir", relembrei algumas melodias e baixei algumas - as que cantavam o amor perdido, obviamente - , entre elas "Último grão", título do post.
Basicamente ela resume o desejo de seguir em frente mesclado á necessidade de continuar tentando... Algo como "estou desistindo de você, mas saiba que ainda te quero muito, mas não POSSO mais"... Estilo DR* (*sigla para o termo discutir relação) para quem quer colocar os pingos nos is e não necessariamente terminar, acabar com tudo e jogar pro alto... Ouvir esta música me fez perder um pouco o foco da minha própria dor, porque me fez para e pensar: Para que terminar algo que AINDA existe? (Falo de sentimentos, queridos, pois muitas vezes se termina relacionamentos que tinham todos os ingredientes de sucesso porque não se soube misturá-los muito menos utilizá-los na medida certa)... Que tal tentar de novo? Passo-a-passo, seguindo á risca a receita? Quer dar uma pitada pessoal? Ok, também é válido desde que dê certo. Mas a partir do momento em que a corda da comunicaçào arrebenta e todos os diálogos remontam erros de ambas as partes e julgamentos severos, o bolo perde o sabor e insistir em cozinhá-lo só causará mais dor, lágrimas e noites em claro... E é neste momento que as músicas e artistas acima citados (e não citados) entram em ação...
Se não tem mais jeito e o coração se partiu, concentre-se em curá-lo... E deixe o ÚLTIMO GRÃO cair... Há males que vêm para o bem.
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