sábado, 16 de julho de 2016

Melhor eu ir - reflexão inusitada

 Olá, queridos leitores!

 Sei que ando sumida, que poderia estar postando mais, que deveria dar explicações e blá blá blá, mas como todos que me lêem tb têm vida, então, vamos pular as formalidades sociais e ir direto ao que interessa. E diga-se de passagem, no mínimo, que a crônica de hj está pra lá de inusitada, visto que esta aqui que vos escreve é roqueira de carteirinha...
 A questão é que recebi de uma pessoa que possui grande estima no meu conceito exigente e restrito na minha pastinha interna de pessoas dignas de admiração e por quem tenho bastante consideração e respeito, uma música de pagode cuja letra no mínimo, dá o que pensar em uma estrofe ou outra... Calmaaaa, povo! Eu explico, mas foi isso mesmo que escrevi: PAGODE. Mas o intérprete é bom e isso já vale o post.
 O espantoso fato é que toda a letra me chamou bastante atenção, por ser leve, intensa e sincera ao mesmo tempo pq o cara admite o erro/engano de projetar seus anseios em outrem e o mais admirável é que em momento nenhum da música que traz consigo uma melancolia consciente e livre de culpa, ele citou a/o provável candidato fracassado á parceira(o) como pivô do término da relação. O que me fez gostar - e muito - foi exatamente a nuance sutil e adulta de uma reflexão de que nem sempre a gente está em sintonia com o outro em termos de expectativa. Pode haver engano sim, pode haver desejos e sentimentos diferentes sem que isso transforme uma parte ou outra no bicho papão do armário de nossos corações.
 Pessoas entram, saem ou ficam em nossas vidas por diversos motivos que ainda somos muito pequeninos pra entender, mas o grande lance é aceitar o término do ciclo e seguir em frente pq recomeçar independe de credo, religião, idade, cor ou status social. O Pericles me deu um tapa com uma luva de pelica da humildade pra me mostrar que emotivo ou não, todos temos nossos anseios e se não der certo, meu chapa, chore e sofra, mas nunca, jamais, de forma alguma, se martirize. Tendo parcela grande, pequena ou neutra num término, saia na boa e de cabeça erguida, pq não se trata de exclusividade aqui, cada um tem seu sofrimento. Vamos respeitar e viver, mas depois avaliemos e se for com a maturidade que a letra demonstra, melhor ainda.

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