sexta-feira, 12 de junho de 2015

Entregar-se ou não, eis a questão... Ou não

https://m.youtube.com/watch?v=x7KjLEQusTs

 Esta música está bombando nas rádios e continua invicta nos top ten da vida. Até fizeram uma versão mais enxuta em meios a tantos "love me like you do" no enredo da letra, mas o importante a se frisar, é seu conteúdo, essência e âmago da melodia da vez a se comentar neste post. Pois bem, a dita cuja originou-se da febre de 50 tons e seu incompreendido Cristian Grey, de quem já falei e quase fui crucificada, mas volto a ressaltar o fato de que o tão pervertido personagem por alguns conservadores, não passa de um ser humano como nós, cobertos de inseguranças e medos e sim, 
pasmem, baixo estima, ainda continua nas paradas de sucesso, assim como a trilha sonora escolhida para ele.
 RELEIAM a trilogia ou até o manuscrito do novo livro que narrará o ponto de vista do moço se preciso, mas compreendam, que sim, Cristian Grey não estudou com o professor Xavier e NÃO possui mutação alguma, apenas aprendeu a amar de forma peculiar que não me cabe discutir Pq não é o objetivo aqui. Por isso escolhi Boyce Avenue para me ajudar a esclarecer as coisas (cliquem no link acima).
 A letra fala de entrega, dos medos e anseios nerentes á ela e muitas vezes crucial para nossa felicidade ou "in". Estou num momento zen em que palavras negativas são proibidas, mas vcs entenderam. Recapitulando essa maluquice acima escrita: Eu entendo esta música como um ícone da entrega, Pq a letra traduz aquela encruzilhada em que todos nós nos colocamos ao fazer a cabal escolha antes de mergulhar no precipício de possibilidades infinitas e não planejadas que a entrega e confiança nos traz. Não se trata de um vôo ou mergulho, é de nossa vida que estamos falando e a forma como nosso corpo responde ao outro, de como os sentidos reagem à isto é algo pessoal, íntimo e individual demais para se traduzir. Cada um tem seu céu e sua treva e a música apenas conta a história da Anastácia, que contrariando todas as advertências, preferências e credos, rendeu-se de alguma forma ao que lhe era oferecido, Pq somente ela enxergou com as lentes potentes do coração - acreditem, não há lupa melhor -, quem era ela e o que ela queria EXATAMENTE daquele relacionamento. Quem leu, chorou e torceu pelo casal, sabe como termina a história, que poderia ter ocorrido com qualquer um de nós, Pq temos e somos muitos Greys por aí. Assalariados ou não. Grey não queria sexo sádico. Grey queria amor incondicional, mas como qualquer animal ferido, não sabia como pedir, só conhecia a abordagem de defesa. Então, pense, mas pense muuuito em que personagem vc representa neste teatro da vida antes de se envolver numa trama aparentemente atraente, mas que exigirá de vc entrega total... Da qual talvez ainda não esteja disposto. Tenha empatia e pense nos montes de Greys que podem ser resgatados com este único gesto de consciência e compaixão.
E o mais importante: tenha certeza de quem vc é é o que quer. Grey ou Ana?

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