sábado, 17 de março de 2012

Lidando com diferenças

Como você lida com diferenças? Debate sobre seu ponto de vista, mas ouve os diferentes primas da situaçào, o impõe como se ele fosse a única e absoluta verdade ou nem e dá o trabalho de discutir, já que as coisas são como você as vê e ponto final?
Estava eu, pensando sobre este complexo assunto, afinal de contas saber lidar com pessoas completamente diferentes umas das outras em seu cotidiano é quase um dom celestial, e me deparei com o texto abaixo... Você pode até discordar e odiar o Paulo Coelho (O que não é o meu caso, já que leio todas as obras que ele publica), mas há de convir que nesta crônica ele tem razão... Ok, certa razão... Bom, não briguemos. Eu gostei do texto e percebi certo fundamento nele. Espero que gostem.

"Eu conversava com um sacerdote católico e um rapaz muçulmano durante um almoço. Quando o garçom passava com uma bandeja, todos se serviam, menos o muçulmano, que fazia o jejum anual prescrito no Alcorão.
Quando o almoço terminou e as pessoas saíram, um dos convidados não deixou de alfinetar: “veja como os muçulmanos são fanáticos! Ainda bem que vocês não tem nada em comum com eles”.
“Temos sim”, disse o padre. “Ele tenta servir a Deus tanto quanto eu. Apenas seguimos leis diferentes”.
E concluiu: “pena que as pessoas só vejam as diferenças que as separam. Se olhassem com mais amor, enxergariam principalmente o que há de comum entre elas – e metade dos problemas do mundo seriam resolvidos”."

2 comentários:

  1. Podem até acusar o Paulo Coelho de Plágio, mas sem dúvidas ele tem o dom de manipular tais textos para que nos façam pensar em outras maneiras de enxergarmos as coisas, nesse caso as diferenças.
    A cultura de cada um, a posição social e financeira, de cor e de raça pode nos cegar, pq envolve costumes, educação, orgulho, envolve grupo, sociedade e se vc não faz parte desse grupo esta em desacordo com ele. porém se pensarmos de forma mais religiosa, que todos somos iguais na essencia, fica mais fácil entender. Gregório de Matos tem um texto, que mostra bem isso e que se encaixa bem com essa idéia:
    O todo sem parte não é todo,
    A parte sem o todo não é parte,
    Mas se a parte o faz todo, sendo parte,
    Não se diga que é parte, sendo todo

    Em todo sacramento está Deus todo,
    E todo assiste inteiro em qualquer parte,
    E feito em partes todo em toda parte,
    Em qualquer parte sempre fica todo.

    O braço de Jesus não seja parte,
    Pois que feito Jesus em partes todo,
    Assiste cada parte em sua parte.

    Não se sabendo parte deste todo,
    Um braço que lhe acharam, sendo parte,
    Nos disse as partes todas deste todo.

    rsrsrs...ele é muito bom!
    Adorei seu blog, me tornei seu fã e olha que eu não saio por ai me tornando fã de todo mundo não.
    Bjusssssssssssss
    Mário.

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    1. Tb sou sua fã... E olha que nem li muito de vc hein? rsrsrs
      Eu entendo sua colocaçào e constatar que este comportamento quase "medieval" de julgar severamente o que não se conhece ainda ocorre em nossa sociedade denominada erroneamente como "livre" nos dias de hoje, e isso é quase um sacrilégio diante de relatos como os do Paulo Coelho... Ou do próprio Gregório de Matos, que vc citou, conhecido como "boca do inferno"... Acho que pontuar qualquer coisa depois disto seria redundância, não é?
      Mas uma pergunta ainda martela meu cérebro teimoso: Ainda vivemos na era seiscentista?

      Bjs.

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