sábado, 24 de setembro de 2011

Excluindo com classe

Título interessante, não é?
O quêeeeee??? Você não concorda???
Ah, mas a fábula (Nem tão fábula assim) abaixo pode fazê-lo mudar de idéia...
Vamos omitir nomes, porque processos judiciais não são simples figurinhas a completar álbuns de passados pregressos e como disse com muita propriedade alguém em algum momento obscuro de alguma época indefinida: "The fish dies by its mouth".
Era uma vez eu, num lugar que não devo citar, com uma amiga que me mataria se soubesse deste post, conversando sobre o grande mal necessário da humanidade (Ainda não se ligou?) quando o assunto DESPREZO surgiu...
Aff, ainda não sabe que estávamos falando sobre relacionamento homem\mulher, dependendo da orientação sexual de cada um pode não estar necessariamente nesta ordem, não é o tópico em pauta, abafa o caso, mas a bendita não escolhe preferência e certamente esta palavrinha um tanto incômoda, causadora certa de noites sem dormir e dedinhos nervosos a teclar mensagens ou pior, números, acomete mais de um terço da nação? Passa e lê amanhã então, Chuchu...
O caso é que a pergunta cabal veio á tona:
- Mona, como você consegue TRANQUILAMENTE (Mal sabe a coitada, mas acho que desconfia) aceitar passivamente quando és literalmente ESQUECIDA, DESPREZADA? Como pode ficar aí, sorrindo como se nada houvesse acontecido quando o scrap, recado via msn, e-mail, torpedo ou ligação NUNCA chega?
Eu a encarei, respirei fundo, assumi um ar de paisagem e respondi suavemente:
- Elementar, minha cara... (Agora ela me mata, pois lê meu blog) Eu EXCLUO COM CLASSE o desprezador.
- Como assim, "exclui com classe"? Eu fico P... da vida, xingo, brigo e excluo, mas ocasionamente - Ok, você venceu, FATALMENTE me arrependo depois - , dependendo do veículo de comunicação que sofreu o Piti (Melhor que ataque de pelanca, né?) irreversível e fico dias me lamentando, arrependida do ato impulsivo. Não existe classe alguma nesta atitude!
Eu sorri com ar de superioridade e respondi:
- Isso não é EXCLUIR COM CLASSE, é perder o controle. Desprezador nenhum interage com seres descompensados simplesmente porque não lidam bem com consequências. Note bem, que o ato de desprezar em si já é um indício. Melhor desaparecer sem deixar rastro que perder tempo dando explicações para o que deu errado, fez de errado, aconteceu errado ou não agradou, certo? Para o desprezador, você não vale o sacrifício ou carga emocional que esta atitude (Teoricamente certa para os bonzinhos de plantão) traria. So, my darling, explique-me qual motivo eu teria para gastar as MINHAS energias, desgastes, lágrimas, gritos, xingamentos ou o que mais apetecer, com o ser em questão?
- Nenhum. - Ela respondeu, entendendo o recado. (Tomara que você esteja entendendo também). - Mas você simplesmente exclui?
- Obviamente. - Eu respondi como uma professora antes da prova final. - Sem alardes ou queixas. Não se faz jardim em terreno infértil e as atitudes de alguém geralmente tem mais apelo que palavras, facilmente carregadas pelo vento. Independente do grau de envolvimento, no fundo do seu coração, você sabe exatamente o que esperar OU NÃO do ser desejado e tudo é questão de analisar se você está SATISFEITO com a situação.
- Mas você nunca teve recaída e acabou ligando num impulso, quando bateu saudade, por solidão ou até drinks a mais? - A arretada insistiu... Droga! Vou ter que admitir que sou humana!
- Claro que sim. INFELIZMENTE mais vezes que gostaria e por isso mesmo, desenvolvi a técnica de EXCLUIR COM CLASSE, afinal de contas, não se pode ligar ou enviar mensagens melosas e desesperadas para um número que não está em sua agenda, muito menos para e-mails, perfis ou msn's que não aparecem em sua lista de contatos ativos, concorda?
- Hum... Você é um gênio!
- Obrigada. - (Desculpem, mas eu gosto MUITO de elogios, não havia como deixar este passar em branco). - Mas não se trata de genialidade. Eu apenas me conheço mais que qualquer um neste mundo e sei exatamente como lidar com minhas fraquezas. Não bloqueio, não destrato, não amaldiçoo... Sigo apenas o curso da vida e deixo o tempo se encarregar do resto. Não é fácil, matemático ou indolor. Trata-se de respeitar o desejo alheio e principalmente preservar a si próprio.
Você já EXCLUI COM CLASSE hoje?

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