domingo, 24 de abril de 2011

LEI DE MURPHY: FATO OU MITO?

Ouço sempre as pessoas falarem sarcasticamente sobre o adágio denominado "lei de Murphy" quando algo dá muito errado em seus planejamentos de vida ou determinada situação, como se a tal lei inescrevível fosse a culpada pelos percalços e fatalidades de quem pensa que tem o domínio do indomável IMPREVISTO nas mãos... Sempre achei graça na expressão rota que sai das bocas mais indignadas no momento em que o universo NÃO conspira a favor ou bel-prazer do "prejudicado" pelo destino cruel, mas como tudo na vida vai e volta, passei por uma situação levemente semelhante na quinta-feira passada. O relato abaixo é forte e qualquer fato digitado abaixo é verídico. Qualquer mera semelhança com as milhares de vítimas deste infame, pessimista e peçonhento Murphy, NÃO são mera coincidência...
A loja que gerencio está em obra e o pessoal da empreiteira tem que trabalhar APÓS o horário, ou seja, depois do expediente, ou antes que ele comece... Pois bem, o dia citado acima era feriado, logo a loja abriria ás 15hs e sendo meio expediente, euzinha, exausta e empoeirada estaria de folga, depois de muitas trocas de uniforme e espanadas na loja que NUNCA fica limpa desde então... Ok... Até aí nada demais, obra mexe mesmo com o visual e limpeza de QUALQUER ambiente e porque conosco lá na loja seria diferente???
Ao me preparar para ir embora, depois de mais uma longa jornada num trabalho que eu adoro, recebi a notícia de que teria que estar lá para receber o eletricista cedo, logo o tão sonhado descanso ficou para outro dia... Ou outra vida, já que com a chegada do dia das mães, folga passa a ser um sonho distante, mas em nome do desejo de ver minha loja maior, modernizada e LIVRE DAQUELA POEIRA SEM FIM, concordei em comparecer na manhã do dia seguinte... Sozinha.
Ninguém apareceu no horário e minha alma hiperativa me impulsionou a adentrar na área NÃO interditada para adiantar algumas planilhas antes que minha equipe chegasse... Tateei o corredor abafado e escuro até a entrada lateral do recinto e pasmem: NÃO HAVIA LUZ!
Ok, ok, ok... A light anda deixando furos mesmo, ou até rombos, mas não era o caso em questão... Alguma alma desavisada e exausta, no calor da madrugada sem fim, esqueceu de ligar o interruptor e consequentemente o "persona non grata Murphy" agiu sobre minha vida, derrubando não uma nem duas, mas três, TRÊS tábuas PESADAS de madeira em UM de meus dedos do pé desprotegidos por uma havaiana azul com corações vermelhos e brancos. Eu não esbocei reação alguma, tomada pelo choque do momento, mas fui ao céu e ao inferno, vi Lua, Sol e estrelas diante de meus olhos e logo lágrimas da mais pura dor desceram pelo meu rosto suado e invisível no negrume á frente. Calmamente me abaixei e com as mãos trêmulas tirei as três hárpias que tentavam se apoderar de meu ensanguentado dedão direito.
Deus, que dor terrível!!! Me agachei e lavei minha alma com um choro sentido e solitário enquanto o danado do dedo atingido espraguejava consigo conta a lei infame. Joguei friamente álcool, lavei e blasfemei contra o pobre eletricista que apareceu em seguida... Naquele dia, trabalhei até as sete da noite e desde então venho trabalhando de sandália.
MORAL DA HISTÓRIA: esse tal de Murphy ainda tem moral??? Aff, quando eu conseguir colocar as mãos nele...

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