Queridos amigos leitores,
Como sabem, eu moro na cidade maravilhosa, lugar onde astros e estrelas de Hollywood gostam de passear e cineastas filmam seus longas, onde o Sol e a beleza brilham em cada esquina... Junto aos giroflex sempre acesos de viaturas e ao som do espocar de fuzis e granadas... Porque hoje aqui no Rio, pistola é coisa do passado. Coquetéis Molotov e caixas e mais caixas de palitos extra-longos Fiat Lux são artigos de luxo-lixo, utilizados pelos joão-vai-com-os-outros para incendiar carros, ônibus e vans...
Eu moro num lugar razoavelmente calmo, no centro de um bairro nobre da baixada fluminense, mas nem minha linda cidadezinha, com árvores, teatro e chafariz escapou desta onda de falta do que fazer e ontem á noite presenciei uma cena que me deixou literalmente "passada", a ponto de pedir á minha mamacita para me amarrotar de volta. Porque só pode ser falta do que fazer mesmo... Terrorista que se preze explode a si mesmo, não é?
Estava eu no ponto de ônibus aguardando minha condução básica de cada dia quando vários estrondos vindos a menos de cinquenta metros de distância de onde eu estava me fizeram desligar a voz esganiçada de minha querida Avril Lavigne... Até que agora, lembrando do episódio, sinto-me obrigada admitir que a música Alice muito veio a calhar para o que se seguiu ao meu ato de prestar ateção aos sons ao meu redor... Simplesmente, os ditos cujos que citei acima metralharam uma cabine da PM, com apenas um único policial desavisado dentro com tiros de M16... Isso mesmo, meus caros leitores, a ARMA DO RAMBO!!! Em um carro roubado, óbvio... Como esses caras conseguem dirigir se eu nem consegui passar da baliza, hein?
Bom, devaneios passados sobre como sou ruim de roda á parte, voltemos para a história principal, de fazer inveja a qualquer "duro de matar" que tenha existido...
Os meliantes, vulgarmente chamados "vagabundos" pela corporação toparam com uma PATAMO da PM quando saíram do local de depois de uma leve batida num poste correram na pista em frente ao ponto em que eu estava com outros dez trabalhadores ansiosos para retornarem com vida para suas casas, atirando com o tal trabuco imenso para o céu, como se queisessem ferir os anjos... Como se fosse possível feri-los mais do que já feriram com esta maldade toda sem limites...
É isso aí, os bonecos atiraram para cima e sumiram, como se nada tivesse acontecido. A polícia foi atrás, logicamente, mas não conseguiu muito, já que para atirar, deve-se se pensar duas vezes, porque senão pode aparecer um "sujeito" - na falta de um nome mais apropriado - e ainda reclamar, citando o impopular "direitos humanos" para entrar na conversa... Esquecendo-se de que "este cara" não tem acesso á guerra... Nem está presente quando colocam fogo nos carros de TRABALHADORES e assaltam PESSOAS INOCENTES... Resumindo, esta criatura pavorosa só aparece quando o VAGABUNDO toma tiro. Chamado pelo tenebroso "sujeito", que aparece nas horas mais incovenientes possíveis...
Bom, questionando com o coitado dos meus botões, que não aguenta mais ouvir sobre tanta violência, fui dormir para trabalhar no dia seguinte. Porque minhas contas mensais não se interessam por traficantes desempregados atirando literalmente para tudo que é lado e faça chuva, sol ou cápsulas deflagradas, elas aparecem pontualmente todo quinto dia útil.
Aí, depois de passar por outra confusão básica, onde o comércio fecha as portas por ordem desses incendiários, lunaticos e despejados de seus antigos territórios hoje dominados pelos "homens de azul", consigo finalmente chegar onde trabalho e qual não é minha surpresa ao me deparar com pessoas PASSEANDO DESPREOCUPADAMENTE PELOS CORREDORES...
Se eu trabalho em outro estado?
Ah, não...
Só que lá, no Éden urbano, a onda de violência ainda não chegou... AINDA... E como não há fogo nem tiros pelas ruas, porque se preocupar com quem sofre dentro de comunidades, comendo o pão que o energúmeno amassou? Ah, os outros que se F... não é? Antes eles que eu... NEGATIVO!
A cidade é nossa e devemos zelar por ela, pouco importanto se nossa grama é mais pacífica que a sintética do vizinho. Devemos sim, manter nossas rotinas e não nos deixar dominar pelo medo, muito menos nos sentir reféns das trevas, mas daí a ignorar o problema simplesmente porque ele não nos diz respeito já é demais! É hora de unir forças e denunciar o vizinho que lucra traficando armas, cheio de dinheiro numa cobertura de meio milhão de Reais e um quilo de ouro no pescoço ao lado, enquanto o Bob Esponja que ateia fogo vai para o presidío de segurança máxima... Não é apenas esse Nemo que devemos punir por fazer "caca" e sim, a "Grande Gárgula", que se alimenta das carcaças deixadas para trás.
Saia de cima do muro e escolha seu lado neste armagedon. Jedi ou Sith?
Não importa. É sempre a gente que paga a conta no fim da festa.
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