Quão frágil é a vida?
Num estalar de dedos a saúde,
Num piscar de olhos, a doença com sua foice pontual.
Quando a hora chegar, não quero lamentações,
Arrependimentos ou ilusões sobre um ser melhor que se foi, deixou saudades,
Mas não fui eu.
Fui injusta, malévola, irônica e desprezível em alguma parte do camimho.
Uma criatura como tantas outras, cercada de sofrimentos e sujeira,
Soterrada no limo da vida.
Mas também fiz feliz, fui feliz e bondosa.
Em muitos momentos senti luz, mas neste mundo, há mais trevas.
E é para elas que retorno.
E será através delas que darei mais um trôpego passo em direção á claridade.
E quando a sua hora chegar, Pompom, descanse vitorioso como um lindo felino que teve sua árdua missão cumprida...
A de me fazer enxergar através de seus olhos a simplicidade e a magnitude do amor..."
Sentirei muito sua falta, meu amigo, anjo e companheiro. Que amava todas as coisas que fui e amaria as que ainda serei, se pudesse.
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