quarta-feira, 5 de maio de 2010

Substitutos

Há poucos dias, vi o filme "Substitutos", estrelado pelo ator Bruce Willis...
O que me fez viajar na história e trazê-la para nosso cotidiano atual... A moral do filme é realmente forte, para fazer pensar...
Imaginar um mundo onde o calor humano, as emoções imprevisíveis que nos diferem um dos outros, as milhões de expressões faciais, as carícias, o acelerar do coração numa corrida e até mesmo a dor, fossem instintas... Onde todas as vidas fossem controladas por controle remoto...
Imagine fazer amor sem sentir prazer, trair sem se machucar, cair e não sangrar - ou até mesmo não cair -, não sentir o suor escorrer pela pele como um prêmio final pelo esforço recompensado... O choro aliviado quando tudo se resolve no fim... Ao final daquela faxina no quarto, onde uma pesada mesa de computador foi empurrada para o outro extremo do aposento pelas suas próprias mãos... Ter paredes, quadros e cadernos pintados por emoções que sua alma não expressou, ou palavras escritas num momento de inspiração espiritual, eternas e especiais, mesmo que não tenha sido mais que umas poucas linhas... Que o reportará para aquele momento, num trem veloz a caminho daquele instante, que algum substituto viverá por você...
As máquinas dominan nossas vidas hoje e devo admitir, sem sombra de dúvida, que muitas delas são indispensáveis e fundamentais para o nosso crescimento... Mas até que ponto esta febre psíquica pela comodidade é benéfica para nosso desenvolvimento?
Quão tênue é a linha que divide a busca pela modernidade da dependência fatal?
Pode alguma máquina criada pelos imperfeitos seres humanos substituir um dos dons mais preciosos que a natureza nos deu, o de sentir?
O exterminador do futuro que nos diz como caminha á humanidade hoje, que cria andróides capazes de viver as nossas vidas por nós... Mas se a lei do retorno existe, quanto essa "brincadeira" poderá nos custar num futuro próximo???
2012...

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