Qual seria o som da resignação?
Um rugido vindo de dentro da alma?
Ou o silêncio total e cadavérico que elimina até os sons e vozes ao redor?
Um grito agudo e agoniado do fundo do coração ou apenas o último suspiro de um coração dilacerado?
A sensação da injustiça? Impunidade?
Uma dor intensa e capitalista, que toma conta de todo o âmago a ponto tornar-se física?
O protesto vertiginoso do cérebro vasculhando probabilidades de uma solução impossível?
O rubor no rosto misturado á cólera que cega, confundindo sentidos e ativando os instintos mais primários de autopreservação?
Uma lágrima solitária ou soluços incontidos?
O peso insuportável da impotência nos ombros?
Indiferença?
Ou simplesmente o torpor da rendição?
Resignação é isso...
Uma entidade independente, volátil, maquiavélica, exigente e deprimente... A situação e a causa inevitável.
MORAL DA HISTÓRIA: Não importa o som do sentimento... Resignação é simplesmente o suspiro, o não sentir mais nada além de... NADA.
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